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Copa no Pantanal
| ARTIGOS |
Obs: as opiniões
emitidas pelos nossos colaboradores, são de responsabilidade
de seus autores. Mande seu artigo para o endereço redacao@acopadopantana.lcom.br
A
grande infraestrutura tecnológica para a Copa 2014 (Cézar
Taurion) |
O
aeroporto e a Copa do Mundo (Mota Menezes) |
De
volta ao ganzá e à cultura regional (Álvaro
Marçal Mendonça) |
A
Copa do mundo e o cuiabano (Wilson Fuá) |
Território
Fifa (Álvaro Marçal Mendonça) |
Sem
arremeter (Editorial de A Gazeta 24.08.2010) |
A
questão Copa do Mundo (Onofre Ribeiro) |
Arquibaldos
e Geraldinos na Copa 2014 (Álvaro Marçal Mendonça)
|
Do
Planetário ao teatro digital (Agripino Bonilha Filho) |
As
queimadas e a Copa 2014 (Álvaro Marçal Mendonça) |
A
Copa e as desapropriações
(Álvaro Marçal Mendonça) |
O
início das obras da Copa 2014
(Álvaro Marçal Mendonça) |
A
Copa 2014 e os serviços voluntários (Álvaro
Marçal Mendonça) |
O
sentido de ser cuiabano (Wilson Carlos Fuá) |
Estatísticas
da Copa Fifa (Álvaro Marçal Mendonça) |
A
Copa do mundo e o sistema prisional (Carlos Brito) |
A
Copa e o trânsito (Álvaro Marçal Mendonça) |
Leitores
de jornal inglês confiam no Brasil-2014 (Artigo O Globo) |
Esperamos
obras de boa qualidade (Álvaro Marçal Mendonça) |
Copa 2014, uma convocação para todos (João
Carlos Rego) |
Ganzá
III: A Copa do Pantanal e a nossa cultura (Álvaro Marçal
Mendonça) |
O
ganzá na Copa do Pantanal (Álvaro Marçal
Mendonça) |
Ao
invés das vuvuzelas, nossa própria cultura (Álvaro
Marçal Mendonça) |
Preocupação
crescente com os aeroportos (Paraná On Line) |
Aeroporto
desponta como a nova preocupação (Maciel Júnior)
|
Editorial: um 31 de maio que merecia virar feriado (Maciel Júnior) |
Sem
noção de tempo e prazo (Jorge Hori) |
Copa 2014, mais desafios para o Brasil (Flávio Domingues) |
Ironia
do destino com o ex-governador José Fragelli (Humberto
Frederico) |
Cuiabá,
uma cidade magica (Waldir Serafim) |
A
Copa e os cuiabanos (Andréia Cruz) |
Copa
com dianteira e sem atrasos (Editorial Folha do Estado) |
Cidades-sede
2014, quem está no paredão? (Rodrigo Prada) |
Cuiabá
organizada e adiantada para a Copa do Mundo 2014 (Maciel Júnior)
|
O
Brasil vai precisar de engenheiros (Carlos Maurício Lima) |
O
futuro é a prioridade (Folha do Estado) |
Símbolo da Copa no Morro de Santo Antônio
(Wilson Carlos Fuá) |
A
locomotiva estadual embala rumo a 2014 (Folha do Estado) |
Agecopa,
fechada em Copas? (Renato Gomes Nery) |
A
Agecopa e o dever com a sociedade (Maciel Júnior) |
Precisamos
mais do que praças esportivas (Thiago Scuro) |
Com relação à Copa em Cuiabá,
em que grupo você se inclui? (João Gallo) |
Os
negócios
da Copa (Jorge Hori) |
Copa do
Mundo de 2014 e o turismo (Flávio Dom) |
2014 e 2016 (Onofre Ribeiro) |
Copa 2014, impacto econômico (Edisantos Amorim
) |
Hino Copa do Pantanal, uma imagem do Brasil (Lucia
helena Vieira) |
A Salgadeira no amanhã da Copa 2014 (João
Carlos Queiroz) |
A Copa do Mundo e os cidadãos cuiabanos (Luiz
Antônio Pagot) |
VLT é solução, não garoto-problema
(José Riva) |
Teleférico é importante? (Agripino
Bonilha Filho) |
O
novo negócio de Mato Grosso (José Riva) |
Verdadeiramente Verdão! (Heloise Félix) |
A Copa de 2014 é do povo! (Juacy
da Silva) |
Cuiabá e a Copa 2014 (Augusto
Aurélio de Carvalho) |
Construir sim, implodir, nunca! (Agripino Bonilha
Filho) |
Brasil
2014, a Copa das PPPs (Igor Furniel) |
O asteróide "Verdão" (Oliveira
Júnior) |
Preocupações (Alfredo da Mota Menezes)
|
Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul (João Vieira) |
A Copa e o desafio do trânsito (Sílvio
Furtado de Mendonça Filho) |
Cuiabá e a Copa de 2014 (Renato Gorski) |
De
Alma lavada (Alfredo Motta Menezes) |
O mundo se encantará com Mato Grosso (Wemes Pereira Leite) |
Cuiabá, o Pantanal na Copa de 2014 (Josemar
Xavier Dorilêo) |
Sou garra, sou Cuiabá, sou pantanal.. sou COPA
2014 (Josemar Xavier Dorilêo) |
Já
somos vencedores (Yuri Jorge Bastos) |
A Copa do Pantanal é de Mato Grosso (Governador Blairo
Maggi) |
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Veja
mais artigos (postagens anteriores) |
A
Copa do Pantanal é de Mato Grosso (Governador Blairo Maggi)
A FIFA vai anunciar
oficialmente as sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Tudo indica
favoravelmente que Cuiabá será anunciada como uma
das sedes. Nesse caso, a escolha não terá sido por
acaso. Terá sido fruto de um longo trabalho iniciado ainda
em 2006. Se, eventualmente, a escolha não for decidida em
favor de Cuiabá, não nos sentiremos culpados, porque
lutamos e fizemos todo o dever de casa que podíamos ter feito.
Como Deus ajuda a quem madruga, a nossa fé é que Cuiabá
será escolhida.
Gostaria de
lembrar que em 2006 recebemos o presidente da CBF, Ricardo Teixeira,
para inspecionar o estádio Verdão, em Cuiabá.
Em seguida, entregamos à CBF a nossa proposta e projetos
de obras em estádios, em infra-estrutura geral e turística
para disputarmos a escolha de Cuiabá como sede. Em 2007 defendemos
no Rio de Janeiro a candidatura de Cuiabá junto ao Comitê
Executivo da FIFA e reafirmamos a nossa disposição
em readequar e remodelar o estádio Verdão, nos propondo
a reconstruí-lo. Por fim, em outubro de 2007, estivemos em
Zurique, na Suíça, quando a FIFA oficializou o Brasil
como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Pessoalmente, defendi
na presença do presidente Lula, que o Pantanal Mato-grossense
tivesse uma das 12 sedes da Copa de 2014. Embora o Pantanal seja
comum a Mato Grosso e a Mato Grosso do Sul, obviamente, minha defesa
era inteiramente direcionada para Cuiabá.
Fora essas ações
junto à CBF e à FIFA, tomamos uma série de
outras medidas importantes que impressionaram muito bem a direção
da CBF e da FIFA. Por exemplo, imediatamente contratamos uma empresa
especializada em grandes eventos de futebol para começar
a planejar tudo o que pudesse ser necessário para o caso
de Cuiabá ser a cidade do Pantanal escolhida. Preparamos
26 projetos de infra-estrutura que vão da remodelação
do estádio Verdão, até projetos de infra-estrutura
de tráfego, hospitalares, de preparação de
recursos humanos, de visão completa sobre o turismo, e uma
série imensa de outras ações que já
foram ou que serão divulgadas a partir de segunda-feira próxima.
Nesse intervalo, mantivemos entendimentos muito próximos
com as nossas bancadas parlamentares estadual e federal, no sentido
de mobilizar articulação e comprometimento com projetos
e com alocação de recursos financeiros necessários
às obras. Criamos um fundo que já acumula recursos
disponíveis para as primeiras atitudes.
Mato Grosso
se preparou com cuidado, com organização, com planejamento
e sem agressividade pensando em todo o potencial econômico,
turístico, ambiental e, especialmente, o capital humano de
Cuiabá e de todos os habitantes do Estado.
Tenho a absoluta
convicção de que fizemos tudo que estava ao nosso
alcance para convencer a CBF primeiro, e depois a FIFA, de que Cuiabá
deve ser a sede da Copa do Pantanal. Embora a sede seja em Cuiabá,
a Copa é de Mato Grosso, porque a escolha terá sido
baseada em todos os potenciais de nosso Estado.
Daqui para a
frente, depois de segunda-feira, começaremos um intenso ritmo
de ações para ganharmos tempo e transformarmos Cuiabá
numa das mais festivas e eficientes sedes da Copa do Mundo de 2014
na capital e nas cidades do seu entorno. Teremos como ganho ao final
da Copa, uma série de equipamentos sociais como um grande
complexo esportivo e de eventos no lugar do atual Verdão,
capaz de atrair investimentos esportivos e de negócios futuros
de todo o país e do mundo. Teremos uma grande reordenação
viária e urbanística de Cuiabá, de Várzea
Grande e dos municípios vizinhos. Teremos, também,
conquistado definitivamente o título de Estado do Pantanal.
Aliás, o Pantanal é a terceira marca turística
mais lembrada no mundo. Isso representa a possibilidade infinita
de eventos futuros debaixo da marca Pantanal. Teremos, seguramente,
um aeroporto completamente readequado e modernizado, através
da Infraero, e o governo federal deverá anunciar o PAC do
Copa do Mundo, que contemplará as sedes dos jogos com programas
de investimentos capazes de mudar. Da parte do Governo de Mato Grosso
faremos todo o possível para que o Brasil e o mundo não
se decepcionem conosco.
Seguramente,
o turismo será um dos mais beneficiados durante e depois
da Copa, com melhor infra-estrutura hoteleira, de acessos rodoviários,
de novos pontos atrativos de turistas e com uma oferta de recursos
humanos bem preparados para o turismo que, de outro modo, levaria
muito tempo para ser alcançada.
Amanhã,
será o Dia D. Escolhidos, todos devemos ir para as ruas festejar
a nossa vitória. Certamente, o futuro de Cuiabá e
de Mato Grosso serão profundamente transformados positivamente
para o futuro. Vamos festejar, rir, cantar, comemorar e nos preparar
para a festa da Copa. Aliás, a alma mato-grossense sempre
foi festeira. Agora, mais do que nunca, com um motivo como esse
que acontece no máximo uma vez em cada século!
Blairo Maggi
é governador de Mato Grosso
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Já
somos vencedores (Yuri Jorge Bastos)
Este domingo
é um dia muito especial para nós mato-grossenses.
De Nassau, capital dos Bahamas, pode chegar até nós
uma notícia com o poder de mudar para melhor a realidade
de toda a nossa gente. Será um momento histórico.
De fato, transformar
Mato Grosso numa das sedes da Copa do Mundo de 2014 é um
sonho que acalentamos há mais de um ano e que, uma vez tornado
realidade, será uma vitória para comemoramos como
se fosse um título mundial. Qualquer que seja o resultado
neste domingo, porém, tenha a certeza de que já somos
vencedores.
Somos vencedores
porque fomos capazes de entregar à FIFA um Plano de Trabalho
impecável, elogiado pelos membros daquela entidade e por
qualquer pessoa que teve a oportunidade de conhecer um pouco do
nosso trabalho.
Somos vencedores
porque os políticos de Mato Grosso tiveram a grandeza de
deixar as diferenças partidárias de lado para pensar
no bem comum.
Somos vencedores
porque lutamos sem atacar a honra ou menosprezar os nossos adversários,
procurando antes ressaltar as nossas qualidades e oferecer soluções
realistas para todos os problemas.
E somos vencedores,
enfim, porque liderados pelo governador Blairo Maggi, tivemos a
coragem de sair às ruas para dizer que encaramos este e qualquer
outro desafio, não importa o tamanho. Temos vocação
para o desafio, para o trabalho duro que gera resultados.
Você que,
assim como eu, nasceu em Mato Grosso, ou você que tenha vindo
para cá em busca das inúmeras oportunidades que o
nosso estado oferece, pode se sentir orgulhoso de viver nesta terra
abençoada por Deus. Não tenha receio de declarar:
“Eu sou mato-grossense!”.
Pois nós
lutamos bravamente, fizemos tudo o que podíamos ter feito
e, venha ou não a Copa, ainda temos muito o que mostrar ao
mundo, sobretudo aquilo que temos de melhor: o valor de nossa gente.
* YURI BASTOS
JORGE é secretário de Estado de Turismo de Mato Grosso
e presidente do Comitê Pró-Copa de 2014 em Cuiabá
E-mail: yuribastosjorge@hotmail.com
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Sou
garra, sou Cuiabá, sou Pantanal... Sou COPA 2014 (Josemar
Xavier Dorilêo)
Árduo trabalho é o rumo pela qual a cultura cuiabana
precisa tomar para destacar-se com a firmeza perante os diversos
que tentam tirar a sua importância.
Conhecer a cultura do próximo é o primeiro passo para
aceitar seus valores, suas raízes e suas mais diversas manifestações
culturais.
A terra, as artes, o sotaque, a culinária, a música
refletem algo único e de muita importância para o “ser
cuiabano”.
Para efeito de esclarecimento para os que não conhecem nossas
tradições e que nos criticam, o cuiabano é
um forte. Em tempos remotos, foi este que se viu isolado de tudo
e de todos, alimentando-se até de ratos e sendo constantemente
atacados por índios. É justamente em virtude do contato
do branco colonizador com tais, que se origina o “cuiabanês”.
Desta terá se extraiu toneladas de ouro, mas esse metal não
era infinito e com o esgotamento das jazidas a partir da segunda
metade do século XVIII, junto com as severas normas de fiscalização,
e a criação em Vila Bela da Santíssima Trindade,
provocam a evasão em massa da população, ocasionando
séria crise. Nesse momento, seus habitantes se viam isolados
de tudo e de todos, se alimentando até de ratos. Todo um
aparato mínimo para a sobrevivência, só chegavam
a cada seis meses ou ocasionalmente. Criou-se em razão do
isolamento uma raiz própria, originando um povo altivo, determinado
- muitos até grandes líderes nacionais - com particularidades
únicas não encontradas nas demais regiões brasileiras.
O que a salvou dessa situação, foi sua privilegiada
posição à margem do Rio Cuiabá que garantia
a comunicação com a região do Pantanal, lugar
este de grandes criações de gado bovino.
Contra a ofensiva paraguaia, lutaram bravamente. Nesse período,
fora castigada por uma epidemia de varíola, matando quase
30% de seus habitantes. Mas você se reergueu, enterrou seus
mortos e voltou a viver. Essa garra e determinação
da cidade, do Mato Grosso e de seus filhos são demonstradas
na imensa quantidade de cuiabanos e matogrossenses que se destacaram
no cenário regional e até nacional, tais como: Marechal
Eurico Gaspar Dutra, Rondon, Roberto Campos, Filinto Müller,
Dante de Oliveira, Manoel de Barros, Maria de Arruda Müller,
Generoso Ponce, André Augusto de Pádua Fleury, Anísio
Botelho, Antônio de Cerqueira Caldas, Caetano Manuel de Faria
e Albuquerque, Francisco Antônio Pimenta Bueno, Francisco
de Aquino Correia, Generoso Alves de Siqueira, Guy de Mesquita,
Ivan de Albuquerque, João Carlos Pereira Leite, Joaquim Duarte
Murtinho, José Maria Metello, Plínio Pitaluga, Agostinho
José de Sousa Lima e Manuel Cavalcanti Proença, além
dos milhares de anônimos que muito contribuíram para
a nossa formação.
Agora, com a clara descrição da determinação,
da garra e da força deste povo que se viu isolado, criou
sua própria identidade, lidou e lida com as adversidades
de seu clima e da sua natureza e que renasceu das cinzas como a
mitológica ave Fênix, cabe a certos nos respeitar,
pois a Cuiabá continuará sempre sendo a cidade de
um povo alegre, generoso, altivo e que não tolera manifestações
infames contra suas raízes.
Mas de uma forma sutil, ela responda aos quem a agride, não
agindo da mesma forma e sim se preparando para um surto de crescimento,
que pode vir com a implantação de cinco mega-projetos:
a ligação ferroviária com o porto de Santos,
a conclusão e a pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém,
a saída rodoviária para o Oceano Pacífico,
a Hidrovia do Paraguai e o gasoduto Brasil-Bolívia. Concluídos
esses projetos, a nossa terra-mãe, aquela que se viu isolada,
poderá tornar-se um dos grandes centros de transportes e
de ligação do continente.
E, a guinada principal para alavancar definitivamente a economia
cuiabana e matogrossense, será esta cidade ser escolhida
como uma das sedes da copa em 2014. Resta com tudo aos seus atuais
governantes saberem aplicar tais frutos desses possíveis
mega-projetos em melhorias sociais ao povo cuiabano. Cuiabá,
de um passado de crises e de isolamento, será a cidade pólo
do oeste brasileiro do século XXI.
Sou um cuiabano... filho, neto e bisneto de cuiabanos. Estudei e
recebi toda a minha educação em colégios e
por professores cuiabanos... e distante de você, com meu cuiabanês,
sou articulista e leciono em casas preparatórias para concursos
públicos em Salvador – Bahia. E é este cuiabano,
um nativo dessa terra maravilhosa, rica, hospitaleira e tão
quente quanto ao calor do seu povo que te parabeniza. Salve as grandes
e tradicionais famílias cuiabanas, o cururu, o siriri, o
guaraná ralado, a rede de dormir, o rasqueado, a sombra das
mangueiras, o jogo de bozó e de truco, o pintado, as suas
praças e becos, suas igrejas, São Benedito, Festa
do Divino, o calor, o Rio Cuiabá, o Pantanal...Salve Cuiabá.
Me orgulho de ser um cuiabano. Distante, estou na torcida e acredito
que Cuiabá será umas das sedes da copa de 2014. Tudo
o que depender de mim, estarei a disposição para poder
ajudar a cidade verde nessa batalha. Nossa cultura, nossa diversidade
será muito bem mostrado para o mundo, assim como mostro e
com orgulho tudo isso aqui na Bahia. Um abraço aos meus conterrâneos
e até amanhã, dia 31 com a divulgação
pela FIFA das cidades que sediarão os jogos.
Saudades, sorte e muita prosperidade econômica e social.
Parabéns terra-mãe.
Saudações
do seu filho,
Prof. e articulista Josemar Xavier Dorilêo |
Cuiabá,
o Pantanal na Copa de 2014 (Josemar Xavier Dorilêo)
Árduo
foi e é o trabalho para que Cuiabá se destaque com
firmeza perante os diversos que tentam tirar a sua importância.
Mas a nossa cidade apesar desses impasses, consegue mostrar seus
valores, suas raízes e suas mais diversas manifestações
culturais.
A terra, as artes, o sotaque, a culinária, a música
refletem algo único e de muita importância para o “ser
cuiabano”. Somos assim, altivos e hospitaleiros, fortes e
guerreiros como os guanás, bororos, entre outros - mas ariscos
e determinados para ir atrás do que for preciso para termos
um espaço, um reconhecimento entre as demais cidades brasileiras.
Essa busca foi recompensada ontem, dia 31 de maio com a escolha
dessa como sendo uma das sub-sedes da Copa de 2014. Esse povo hoje
está em festa, a cidade comemora a grande conquista.
Para chegarmos a tal feito, não se pode parabenizar apenas
a um ou outro cidadão da nossa atualidade, devemos sim, rendermos
aos primeiros cuiabanos - que mediante a tanta dificuldade enfrentada
em tempos remotos, onde esta estava totalmente isolada das demais,
souberam manter a nossa raça, a nossa raiz e as nossas tradições.
Solidificaram um povo, uma cidade moderna que está prestes
a se despontar como uma grande metrópole da região
oeste do Brasil. Para darmos continuidade a esse processo, de desenvolvimento
e de prosperidade, muito trabalho teremos pela frente. Obstáculos
surgirão, mas com determinação, organização
e paciência, há essa cidade de conseguir.
Dos nossos governantes cobrarei sem cessar, por atitude, coragem
e obras, estas não só para beneficiar poucos, e sim
tais tem que serem firmadas para que toda a população
saia contemplada, através das melhorias das nossas vias de
transporte, segurança e principalmente educação.
Ao governador - Blairo Maggi, aos nossos senadores - Serys Slhessarenko,
Jaime Campos e Gilberto Goellner, ao nosso prefeito - Wilson Santos,
ao nosso secretário de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur-MT)
- Yuri Bastos Jorge, aos deputados estaduais e federais, cabem a
todos se unirem e deixarem as diferenças e interesses particulares
de lado, e terem em mente que o importante é Cuiabá,
é Mato Grosso. Afirmo algo que com certeza todos tem em mente:
“ Um povo só é forte e se destaca entre outros,
quando este possui educação de boa qualidade e conhece
e preserva a sua própria cultura “.
Como todos já sabem, é agora, mais que nunca, chegada
a hora de colocar tudo isso em prática e dar um basta às
incompetências, jogadas políticas, burocracia, e tudo
mais que serve de obstáculos ao nosso desenvolvimento.
Quero ver minha cidade nas mãos de quem estiver nela em 2014,
com os melhores índices de IDH, alfabetização,
renda per capita, expectativa de vida, entre tantas que possam realmente
fazer valer a pena morar e de ser com orgulho, um cuiabano.
Trabalho haverá para chegarmos a estruturar todo um aparato
voltado para a realização dos jogos. O dinheiro virá
através de recursos obtidos com o governo federal e iniciativa
privada. Teremos muito dinheiro, por isso, saibam senhores representantes
lidar com esse montante da forma mais justa, para que Cuiabá
cresça economicamente e socialmente, eis meu maior interesse.
Repito sempre:
Sou um cuiabano... filho, neto e bisneto de cuiabanos. Estudei e
recebi toda a minha educação em colégios e
por professores cuiabanos... e distante de você, com meu cuiabanês,
sou articulista e leciono em casas preparatórias para concursos
públicos em Salvador – Bahia. E é este cuiabano,
um nativo dessa terra maravilhosa, rica, hospitaleira e tão
quente quanto ao calor do seu povo que te parabeniza. Salve as grandes
e tradicionais famílias cuiabanas, o cururu, o siriri, o
guaraná ralado, a rede de dormir, o rasqueado, a sombra das
mangueiras, o jogo de bozó e de truco, o pintado, as suas
praças e becos, suas igrejas, São Benedito, Festa
do Divino, o calor, o Rio Cuiabá, o Pantanal...Salve Cuiabá.
Me orgulho de ser um cuiabano. Distante, estive na torcida e emocionei-me
ao saber que a minha terra-mãe Cuiabá foi uma das
escolhidas para sediar os jogos da copa de 2014. Tudo o que depender
de mim, estarei à disposição para poder ajudar
a cidade verde nessa batalha. Nossa cultura, nossa diversidade será
muito bem mostrado para o mundo, assim como mostro e com orgulho
tudo isso aqui na Bahia. Um abraço aos meus conterrâneos.
Saudades, sorte e muita prosperidade econômica e social.
Parabéns terra-mãe.
Saudações do seu filho,
Prof. e articulista
Josemar Xavier Dorilêo
e-mail: josemardorileo@yahoo.com.br
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O
mundo se encantará com Mato Grosso (Wemes Pereira Leite)
Parabéns
Cuiabá, pois o grande anúncio foi divulgado nas Bahamas,
no dia 31/05/2009 e o que todos os MATOGROSSENSES esperavam, realmente
foi confirmado. A Capital do Mato Grosso será palco de grandes
jogos da copa de 2014. Fato esse que os nossos concorrentes não
queriam em hipótese alguma. Como se não bastasse,
além de não reconhecerem nosso mérito, ainda
ficam menosprezando a credibilidade do nosso Mato Grosso com justificativas
primitivas. Não aceitam o que foi imposto pela FIFA e será
imposto pelos bons projetos que a nossa Capital oferece para sediar
os jogos.
Posso dizer
que uma das piores injustiças do adversário é
não saber reconhecer o mérito do vencedor. Precisam
afinal de contas, ter a humildade diante desse grande potencial
econômico que é o território Matogrossense –
que tem tudo a seu favor, clima, vegetação e sem falar
na proporção de terras que esse Estado dispõe
– diante dos demais.
Mato Grosso,
atualmente é uma referência mundial na exportação
de carne bovina, produção de soja, algodão
entre outras produções e ainda temos que ouvir que
Goiás e MS são melhores que Mato Grosso. Acho que
não é bem assim, cada um tem que se colocar do seu
devido lugar e explorar aquilo que melhor lhe for propício,
e isso MT tem de sobra. Se a nossa Capital foi a escolhida, deixem
nós fazermos com as nossas habilidades e credibilidades uma
COPA, pois todos terão a oportunidade de virem assistir aos
jogos com os Cuiabanos e todos os Matogrossenses mas mais diversas
áreas desse Estado, pois MT está localizado no Coração
do Brasil e tem lugar para todos. Quem é imigrante de outros
Estados e até mesmo de outros países, sabem do que
estou falando.
Aqui existe
a cordialidade em cada lar, em cada sociedade e em cada cidade de
norte a sul de leste ao oeste do estado. Sou Matogrossense de SÃO
FÉLIX DO ARAGUAIA – MT que fica ao nordeste do MT,
à beira de um dos rios mais importantes desse Brasil - O
ARAGUAIA, e honro de mais da conta sô, essa terra, como diz
o mineirinho. Brincadeira mineiro! Essas são as minhas palavras
de coração e devem servir não só para
vocês GO e MS, para toda à nação. Voltando
a copa, tenho certeza absoluta que o mundo vai ficar encantado com
Mato Grosso, pois é um verdadeiro paraíso.
Agora não
devemos esquecer que tudo que é bom dura pouco e precisa
ser preservado. Nós temos cerrado, florestas e o pantanal
- além de cachoeiras, praias de água doce, rios, enfim
não dar para mencionar o quão maravilho é o
Mato Grosso. Mais uma vez e agora é só trabalharmos
juntos nessa carreta juntamente com as demais Sedes para vermos
uma das melhores copas do mundo de todos os tempos no Brasil. Obs:
nem vou falar da estrutura do SITE, pois é uma perfeição.
Meu muito obrigado e a todos o meu cordial abraço em todos
os filhos de Mato Grosso e de outras localidades também.]
Sem mais, Wemes
Pereira Leite |
De Alma lavada (Alfredo da Mota Menezes)
O fato mais
importante da definição de Cuiabá como uma
das sedes da Copa é que a autoestima das pessoas que moram
nesta cidade irá para as grimpas. Se a autoestima está
no alto, o resto vem atrás. Imagine como estaria agora essa
autoestima se a cidade fosse suplantada por Campo Grande.
Lembro de uma
longa matéria da revista Veja de setembro de 1999 comparando
Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, um paralelo em população,
arrecadação e produção agrícola
entre os dois estados de 1979, ano de divisão, até
aquela data. Na época da divisão tudo era maior e
melhor na parte que se separava. Vinte anos depois, aqui já
ganhava de tudo do antigo sul do estado. Como um dos entrevistados
da revista disse que o "patinho feio está virando cisne".
Aquela matéria
foi um bálsamo para o cuiabano. Parece que era o que faltava
para, depois de tantos anos, a gente daqui soltar aquele grito amarrado
na garganta desde a divisão. Agora a definição
de Cuiabá como uma das sedes da Copa numa disputa com Campo
Grande é talvez o último fato para enterrar de vez
essa antiga a agora desnecessária disputa.
Fala-se em bilhões
de investimentos, que seja metade do que se fala, mesmo assim é
uma montanha de dinheiro praticamente centrado na capital em obras
da iniciativa privada e dos governos. Frente a isso, um empreiteiro
de obras públicas me disse que está preocupado com
o que virá pela frente.
Diz que hoje
Cuiabá já tem dificuldades em encontrar carpinteiros,
encanadores, engenheiros, gente especializada para obras. Com os
investimentos que devem vir vai faltar mão-de-obra. Brinquei
com ele dizendo que seria interessante, a partir do ano que vem,
colocar alguns outdoors em Campo Grande na busca de mão-de-obra
para trabalhar em Cuiabá. Seria a pá de cal na antiga
disputa entre as duas cidades.
Na política,
a definição de Cuiabá na Copa ainda vai gerar
muitos comentários. Yuri Bastos se elege deputado estadual?
Blairo Maggi tem força agora na Baixada Cuiabana para dar
respaldo forte a uma candidatura ao governo em 2010? Wilson Santos
fica na prefeitura, apesar da pressão de seu partido para
que saia candidato a governador? Vai abandonar a prefeitura em abril
de 2010 e deixar para o vice, Chico Galindo, ficar com a glória
dos investimentos até 2012?
Já imaginou
como vai ser a disputa para governador no ano que vem? Quem ganhar
será o governador da Copa, fica até janeiro de 2015.
Imaginou também como será a disputa para a prefeitura
em 2012? O prefeito que ganhar será o da Copa em 2014.
Por falar em
políticos, apareceu alguém da Fifa numa entrevista
e mandou um recado para as cidades que vão sediar a Copa:
o trabalho maior começa agora. Tem etapas a serem cumpridas,
se não cumprir pode até perder o que se conseguiu.
Seria um desastre se acontecesse. A autoestima local iria para o
chinelo. A classe política, que hoje está faturando
prestígio com a escolha de Cuiabá, seria fuzilada
na rua se ocorresse dessa cidade ser substituída por outra
Alfredo da Mota
Menezes
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Cuiabá
e a Copa de 2014 (Renato Gorski)
Que bom que
entre as doze cidades contempladas, Cuiabá faz parte deste
grande time. A eficiência na articulação política
do Governador Blairo Maggi e das lideranças de Mato Grosso
contribuíram sensivelmente para vitória. As cidades
que se candidataram, todas teriam condições de serem
sub-sedes, pois todas têm ajustes estruturais para serem feitos.
Mas como Cuiabá foi eleita, melhor para o Estado de Mato
Grosso e sua população. Picuinhas com os políticos
de Campo Grande não levam a nada. Diga-se de passagem, que
os investimentos da fábrica de fertilizantes da Petrobrás
ainda não foram definidos pelo governo federal e MS tem reivindicado
essa prioridade, se vier para MT estes investimentos, seria melhor
ainda.
Cuiabá
e Várzea Grande que receberão a maior parte do aporte
dos investimentos em Mato Grosso para o evento capital de 2014,
tem muitos pontos a que precisam de ajustes que foram deixados para
trás pelos seus prefeitos nos últimos 16 a 20 anos.
A Copa é fundamental para Mato Grosso, mas com copa e sem
copa, Cuiabá e Várzea Grande precisam de investimentos
maciços na infra-estrutura: Asfalto, saneamento, melhoria
da engenharia de transito, saúde, educação
e segurança. A falta de viadutos nas marginais e avenidas
de Cuiabá e Várzea dificultam o transito na hora de
pico. Várzea Grande ainda não tem uma rodoviária
estruturada, faltam passarelas de segurança no transito tanto
lá como aqui em Cuiabá. A falta de recursos para investimentos,
mas principalmente a falta de uma gestão de com ótica
de investimentos nos últimos quatro mandatos de prefeito
das duas cidades mais importantes de Mato Grosso, foi fatal para
a sociedade que paga o pato e sente os reflexos. Toda ingerência
e ou eventual incompetência será compensada pela milagrosa
vinda dos R$ 5 bilhões de reais, e se faltar competência
para os prefeitos de plantão, o comitê pró-copa
vai patrolar; por que as obras e as mudanças têm que
acontecer a tempo.
Está
sendo muito bom para Cuiabá e a cidade irmã de Várzea
Grande; os ânimos dos cidadãos, as perspectivas de
negócios em várias áreas foram incrementadas,
as expectativas são boas para o ramo imobiliário e
outros. É muito bom ser sub-sede da Copa de 2014.
Por outro lado,
circulou uma notícia que está sendo planejado a demolição
do Estádio Verdão ou Governador José Frageli
de 33 anos, dentro de três meses. Na condição
de economista e com tantas áreas disponíveis em Cuiabá,
em nível de prefeitura e de governo estadual, encaramos como
um grande desperdício a demolição do Estádio
Verdao. Com a construção de um novo estádio,
pode-se encontrar uma localização até melhor
que a do bairro Verdão em termos de fluxo de transito, por
que em data de eventos no Ginásio Aecim Tocantins e no próprio
Verdão o transito fica difícil na região. O
Estádio Verdão poderia continuar sendo utilizado normalmente
enquanto se constrói o novo Estádio da capital, permitindo
que o campeonato mato-grossense não seja prejudicado e não
se jogue fora o dinheiro que saiu do erário público
para construção deste Estádio, e sim permaneça
como mais uma opção para a sociedade cuiabana e mato-grossense.
O Verdão está em tão boas condições
que foi cogitado trazer uma partida de futebol da copa libertadores
da América para cá “numa eventual despedida”.
Isso é um atestado que a obra não precisa ser extirpada,
apenas precisa-se de um
novo local – que não vai tirar o brilho dos preparativos
para Copa de 2014.
Demolir o verdão
significa desperdício de dinheiro público que foi
gasto para a construção deste local. Vai se ter gastos,
primeiro para demolição, depois para retirada dos
escombros, e o que vai se aproveitar apenas a parte do gramado.
Principalmente Blairo Maggi um homem de visão empresarial,
não pode deixar acontecer isso. Está previsto a vinda
de muito dinheiro, que precisa planejamento, cabeça fria
e sabedoria para sabe-lo aplica-lo.
Renato Gorski,
Economista e Jornalista – Consultor Empresarial na área
de projetos econômicos rgorski17@hotmail.com
|
A
Copa e o desafio do trânsito (Sílvio Furtado de Mendonça
Filho)
Cuiabá tem um grande desafio pela frente, se preparar para
a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Fomos escolhidos como cidade
sede. Ótimo! Agora é hora de trabalhar. Governos do
Estado e município têm que estar em sintonia para a
execução e concretização das obras que
virão nos próximos anos. A grande dificuldade será
a acessibilidade, a mobilidade urbana, ou seja, o trânsito.
A maior parte de nossa malha viária é antiga, composta
de ruas estreitas e sinuosas. Precisamos de alternativas de acesso
aos extremos da cidade para evitar a lentidão e congestionamentos,
para garantir fluidez inclusive nos horários de pico.
Grandes obras
estão projetadas, restaurações, duplicação
de vias, alongamento de faixas, construção e reforma
de viadutos, construção de trincheiras, construção
e reforma de pontes e até duplicação de rodovias,
como os acessos a Chapada dos Guimarães, Lago de Manso, Nobres,
Poconé e Rondonópolis. Também precisamos de
alternativas de estacionamento na área central. E o estacionamento
rotativo, como será? O atual e arcaico projeto faixa-verde
ou os modernos parquímetros? Voto pelos parquímetros,
pois são utilizados no mundo todo e os turistas saberiam
lidar com eles facilmente.
Além
disso, precisamos de uma sinalização horizontal e
vertical de qualidade, nos moldes do manual brasileiro de sinalização
de trânsito. Como teremos muitos visitantes estrangeiros,
a sinalização vertical precisa ter informações
em língua inglesa, pelo menos. Placas de advertência,
de informações complementares, de identificação
de logradouros, indicativas de sentidos e principalmente placas
educativas e de informações turísticas.
E a fiscalização
no trânsito, como será? O uso de equipamentos de fiscalização
eletrônica contribui muito para a segurança no trânsito,
diminuindo a freqüência e gravidade dos acidentes. Os
países europeus e os Estados unidos, principalmente, todos
tem fiscalização eletrônica. E no Brasil, Cuiabá
é a única capital que não possui este sistema.
Sabemos que
Cuiabá teve uma experiência infeliz entre os anos de
1998 e 2002, com a instalação da fiscalização
eletrônica eivada de irregularidades. Porém estamos
em outra época, os procedimentos de licitação
são transparentes e o funcionamento dos aparelhos só
se dá após aferição do Inmetro conforme
determina resolução do Contran (Conselho Nacional
de Trânsito). E a Fifa provavelmente exigirá uma postura
firme do município em relação á fiscalização
no trânsito. Então, que a prefeitura instale os aparelhos
o quanto antes. O Movimento Paz no Trânsito agradece. Será
bem vindo!
É muito
trabalho, a tarefa á árdua e dias difíceis
virão, teremos muitos problemas causados pelas obras, transtornos
no trânsito, problemas com as desapropriações...
Mas Cuiabá vencerá todas as dificuldades e com certeza
faremos muito bonito como cidade sede da Copa do Mundo de Futebol.
Sílvio
Furtado de Mendonça Filho é funcionário público
municipal, bacharel em Ciências Econômicas e pós-graduado
em Gestão Pública. E-mail: silviomendonca@yahoo.com.br
|
Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul (João Vieira)
A redivisão territorial do Brasil sempre foi e será
tema em aberto, recorrente, no fluir das décadas, senão
mesmo séculos! De minha parte tive a oportunidade, histórica,
de participar, com alguma atuação, do desmembramento
de Mato Grosso para fazer a nova unidade federativa Mato Grosso
do Sul. Valeu a pena, porquanto a alma foi grande e os resultados
incomensuráveis. Principalmente porque não de todo
ainda completados. Fechados.
Talvez agora
com o episódio da "Copa do Pantanal", Mato Grosso
do Sul ponha-se de pé de vez, para aperceber-se pleno e grandioso.
Orgulhoso de sua importância no domínio prático
e sua projeção transcendente no que diz respeito à
nacionalidade - querendo significar ou resumir - brasilidade! Ciente
e certo das palpáveis potencialidades e determinado a seguir
na senda de um futuro promissor e mágico! E por que não?
A região
sul do Mato Grosso indiviso era a que conferia singularidade e autenticidade
ao Grande Mato Grosso. A que fazia a diferença - o Mato Grosso
da Seriema dos seus campos limpos (do capim-barba-de-bode), dos
cerradões e dos pantanais. Mato Grosso legendário
da fronteira bem viva (viva-fronteira-viva), mágica e romântica;
heróica e guerreira. E sobremaneira musical...
O Mato Grosso
dos vazios intermináveis e que hoje, agricultados, fazem
de MS celeiro por excelência. O Mato Grosso pantaneiro - de
um vazião onde não se podia "passar régua"
(Manoel de Barros) e que representa, em verdade, o tradicional,
o antigo por oposição ao Mato Grosso remanescente
e refundado, que paradoxalmente ficara sendo o novo ou inovado!
E que, de sua vez, cumpre garbosamente, proficientemente, sua destinação
- não menos excelsa - como sempre foi, de pródiga
área fontal de matérias-primas, agora as "commodities"
- como queira - oriundas de seus imensos (e misteriosos) espaços
férteis, repartidos, estes, nos três ecossistemas básicos:
Pantanal, Cerrado e Mata Amazônica.
Ecossistemas
tais, diga-se, onde não cabe (de jeito nenhum), detentores
de troféus do gênero "motosserra-de-ouro".
E que, por isso mesmo, Maggi-governador, sabiamente, inteligentemente
e por conta e risco, correu para o lado que quer ser em especial
preservacionista. Ecologicamente correto. Falamos aqui, explique-se,
das hostes políticas e governamentais de Lula da Silva, a
que Blairo Maggi, num gesto inesperado e, queremos crer, acertado,
aderiu.
Voltando a Mato
Grosso do Sul, proclamado que fora, ao nascer, verdadeiro "cheque-ao-portador",
cumpre insistir na representação de marca simbólica
para Mato Grosso como um todo - o que para efeito externo continua
valendo. Explico: a entidade "mato grosso" seja o velho
estado continental, indiviso, ou como se acha na atualidade, repartido
nas duas unidades federativas (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul),
continua espelhando o marco diferencial: os pantanais, a paisagem
do sem-fim, romântica e épica (guerreira); ou, mais
realisticamente, violenta! Entretanto viva e sobremodo musical -
reafirme-se. E tem-se de acrescentar, por justiça e oportunidade
- produtiva...
E daí
que, não faz sentido a polêmica e/ou propositura de
troca de nome para Estado do Pantanal, ou outra exagerança,
tal como não vingara a denominação de Estado
de Campo Grande, da era em que foi perpetrada a divisão.
Resta um adendo
esclarecedor ou registro: o de que o Pantanal sempre fora polarizado
e referido por sua "capital", a cidade propriamente pantaneira
que é Corumbá. E que estendia sua influência,
ou polarização ao Pantanal do Mato Grosso, por assim
dizer, "cuiabano". Porém, em última ou derradeira
análise, Corumbá era, de sua vez, polarizada por Cuiabá
- com a qual tinha expressa ligação hidroviária
e real articulação administrativa, cultural e sentimental.
Concluiremos
o depoimento-reflexão, não sem antes deixar consignado
que Cuiabá, já quase tricentenária, é
célula urbana matricial, originante de todo o Mato Grosso
(os). E que tem igualmente o seu quinhão de pantanal (e que
quinhão)! Além do que a velha e barroca Cuiabá,
de funções inovadas, hoje polariza o novo; o dinâmico,
plural e ciclópico! Hercúlio ou gigantesco - pelos
seus vastos ecossistemas a serem submetidos, domesticados ou simplesmente
preservados. Assim, a cidade-sede da Copa de 2014 haveria mesmo
de ser cuiabana - de "tchapa e cruz".
João
Vieira é professor do Departamento de Sociologia da UFMT
(aposentado), igualmente teve participação na instalação
da UFMS. E-mail: joaovieira01@pop.com.br
|
Preocupações
(Alfredo da Mota Menezes)
Pelo que se ouve, Cuiabá deve sofrer grande transformação
por causa da Copa de 2014. Fala-se em construções
de avenidas, estádios multiusos, hotéis, trens de
superfície, um mundaréu de coisas. Tem um assunto,
aparentemente pequeno, que ninguém ainda deu bola. Ele, porém,
tem um terrível poder de destruição da imagem
de uma cidade e região.
Como se vai
combater o mosquito da dengue? Já imaginou durante a Copa
um turista europeu cair de cama ou, pior, até morrer por
causa de um troço desses? A notícia espalhando pelo
outro Brasil e a Europa mataria qualquer esforço local feito
em anos para vender outra imagem da cidade.
Serão
somente trinta dias de Copa. Ela é mais importante para a
economia e o turismo pelo que virá depois dos jogos se for
feita a lição de casa completa e não pela metade.
Ela deve abrir as portas para um turismo regional mais robusto por
muitos anos e não somente no ano da Copa.
A Copa é
apenas o início dessa transformação turística
que deve gerar muitos empregos no futuro. Um pequeno mosquito pode
atrapalhar todo o trabalho para se chegar a esse objetivo. Nem estou
falando em surto maior da dengue, daquele que faria o turista estrangeiro
correr da cidade só de ver o carro do fumacê passar
jogando veneno para todo lado. Falo da dengue que acontece na cidade
entra ano e sai ano.
Para combater
esse mal se vão cobrir os córregos-esgotos que cortam
a cidade? O saneamento atual e futuro será suficiente para
acabar com o diabo do mosquito? Como é que se vai conscientizar
a população de que se ela não colaborar esse
mal vai estar sempre com a cidade, incluindo o ano da Copa? Até
hoje, com massiva propaganda, não se teve apoio da maior
parte da população. Será que com o mote da
Copa esse comportamento mudaria?
Um assunto como
esse talvez merecesse mais atenção dos envolvidos
com a Copa do que as conversas sobre tantos e supostos investimentos.
Nesses todo mundo quer botar o dedo ou deixar o carimbo. Do outro
será que vai aparecer nomes para assumir a paternidade? Vai
ter gente se escondendo até debaixo da cama para não
ficar com esse abacaxi.
Carlos Minc
anda dizendo que tem gente em MT querendo plantar cana e produzir
etanol na Bacia do Alto Paraguai, na região que os rios vão
para o Pantanal. Se ocorrer, contamina a venda do etanol brasileiro
para o exterior.
Não dá
para o governo mandar uma proposta para a Assembléia Legislativa
proibindo essa suposta intenção e definindo onde se
pode plantar cana no estado? Tem que esperar o zoneamento agroambiental?
Com eleição pela frente não acho que ele termine
tão cedo.
O que fazer
com os produtores de cana e das usinas de álcool hoje existentes
no entorno do Pantanal? Venderiam álcool só internamente.
O estado tem tantos outros lugares para a cana e produção
de álcool. Daí se exportaria.
Não se
pode brincar com um assunto desse porte. É outro caso que,
como a dengue em Cuiabá na Copa, pode pintar uma imagem negativa
do estado.
Alfredo da Mota
Menezes escreve em A Gazeta às terças, quintas e aos
domingos. E-mail: pox@terra.com.br; Site: www.alfredomenezes.com
|
O
asteróide "Verdão" (Oliveira Júnior)
Astrofísicos anunciaram esta semana que estão acompanhando
com muita atenção a evolução de um asteróide
de 1,2 quilômetro e 2,6 bilhões de toneladas que poderá
se chocar com a Terra no dia 21 de março de 2014 - ano da
Copa do Mundo no Brasil e em Cuiabá. O asteróide denominado
2003 QQ47 é dez vezes menor que o meteoro que, acredita-se,
levou à morte dos dinossauros há 65 milhões
de anos, mas bem que poderia ser chamado de "Asteróide
Verdão". A possibilidade de colisão é
relativamente pequena - de 1 para 909 mil -, mas existe. Conforme
o site da BBC Brasil, o asteróide se aproxima da Terra a
uma velocidade de cerca de 32 quilômetros por segundo e teria
capacidade para devastar um continente inteiro. O que é certo,
no entanto, é a desaprovação da torcida cuiabana
quanto ao novo estádio de Cuiabá para a Copa.
Os vários
sites da Capital repercutiram o assunto, tendo centenas de e-mails,
reprovando a maquete apresentada esta semana à imprensa.
Alguns poucos jornais comentaram a alteração do projeto,
que transformou o belo e moderno projeto anterior numa arena "multiuso"
que não agradou a múltiplas autoridades, inclusive
membros do próprio Comitê da Copa, que, por razões
óbvias, preferiram não confirmar suas impressões
publicamente.
Errou o Comitê
- na época "Pró-Copa" - ao anunciar que
o projeto anterior custaria entre R$ 350 e R$ 400 milhões.
O último, com quatro pontos cegos, apresentado na última
quarta-feira, vai custar R$ 430 milhões. Ora, ao dispensar
o primeiro projeto, considerando que ele tinha um alto custo de
execução, por que o segundo, a ser construído
exclusivamente com material nacional, vai ficar mais caro?
Outra questão
que ninguém engoliu: Se o novo estádio, chamado pelo
Comitê, de "Arena", não vai mais ser erguido
sobre o Verdão, por que demolir o Verdão ? Não
seria possível manter o velho estádio José
Fragelli como um centro de excelência em esportes olímpicos,
como atletismo, por exemplo ? O Mangueirão, de Belém-PA
- melhor estádio do Brasil na atualidade - tanto em funcionalidade
quanto em arquitetura, possui a melhor pista de atletismo do Brasil.
Por "sorte" não foi destruída, como exigia
a Fifa, pois a cidade perdeu a disputa para Manaus. Em 1998, na
Copa da França, apenas o "Stade de France", em
Saint Dennis, foi erguido para o Mundial. Mas lá estavam
também os velhos palcos do "Parc des Princes",
no centro de Paris e o antigo estádio de Marselha. Há
duas semanas tive o privilégio de conhecer detalhadamente
os 17 projetos das cidades candidatas ao posto de anfitriãs,
nas Bahamas, durante o Congresso da Fifa. O de Cuiabá era
um dos mais funcionais e belos.
A Copa vai passar
por nós como um cometa. Os emissários da Fifa e as
delegações estrangeiras vão embora em julho
de 2014, mas a Arena vai ficar ali, ao lado do "Montanha Russa",
podendo até, pasmem, ser utilizada para feiras agropecuárias.
Dá pra acreditar?
Diferente do
asteróide que pode cair na Terra em 2014, não estou
sozinho...
Oliveira Júnior
é jornalista em Cuiabá e editor de Esportes de A Gazeta
|
Brasil
2014, a Copa das PPPs (Igor Furniel)
Com o anúncio
das 12 cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014, começa
uma corrida contra o tempo no Brasil. Temos menos que cinco anos
para deixarmos todos os municípios preparados para receber
milhões de torcedores (e turistas, ora pois). Vale lembrar
que as obras fundamentais precisam estar prontas um ano antes, em
2013, para recebermos a Copa das Confederações. Pode
parecer muito tempo, mas não é.
Diversas entidades,
como o Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura
e Engenharia Consultiva), alertam há tempos para a necessidade
urgente de investimentos rápidos. Estudo da Abdib (Associação
Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base) indica
que serão aplicados R$ 110 bilhões no país
nos próximos anos. E a demora em anunciar as cidades escolhidas
só atrapalhou o cronograma de obras previstas e necessárias.
Em entrevistas
recentes, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, indicou
que as Parcerias Público-Privadas podem ser uma excelente
opção para o Brasil seguir. Segundo Fortes, as PPPs
são uma alternativa confiável e com grande potencial
de retorno.
Ou seja, mais
uma vez estamos diante de uma grande possibilidade de crescimento.
Diversos empreendedores citam que as oportunidades aparecem para
todos, mas nem todos são capazes de aproveitá-las.
Com a Copa, o país irá crescer muito e as PPPs precisam
estar na pauta dos principais governantes. Elas, sem dúvida,
serão imprescindíveis para o correto andamento das
obras as quais serão muitas e diversas.
Belo Horizonte,
Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal,
Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo
foram as escolhidas. Nos próximos anos, milhões de
reais em investimentos serão direcionados para elas, seja
por iniciativa Federal (por vários caminhos, como orçamentos
de ministérios e BNDES), seja pela iniciativa privada.
Aliás,
o próprio governo já adiantou que existe um PAC da
Copa engatilhado. A capital mato-grossense, por exemplo, apontada
como uma das piores em infra-estrutura, já tem garantido
R$ 1 bilhão.
Carências
logísticas, problemas de saneamento básico, infra-estrutura
hoteleira reduzida, construção de novas e modernas
arenas. Não faltarão direcionamentos para os investimentos.
Por isso os empresários dos mais variados setores precisam
estar atentos a tudo que vai acontecer. Novos negócios certamente
surgirão, e precisamos estar preparados para atendê-los.
Igor
Furniel é diretor-executivo da Actuale, especializada em
viabilizar contratos de PPPs. |
Construir
sim, implodir, nunca! (Agripino Bonilha Filho)
Antes de assumir
as novas funções na Prefeitura de Cuiabá, onde,
na condição de secretário extraordinário
para Assuntos da Copa do Mundo, envidaremos todos os esforços
para expressar o desejo e a preocupação do prefeito
Wilson Santos de emprestar total e irrestrita colaboração
ao governo Blairo Maggi, grande líder e condutor de todo
o processo da Copa do Mundo, desejo, como cidadão, externar
minha opinião a respeito de um dos maiores desafios de Mato
Grosso: a construção do novo estádio de futebol.
Se faz necessário lembrar, desde já (e rever aspectos
históricos é sempre importante para se entender o
presente), que o governador José Fragelli, em volta de uma
comoção emocional da população, construiu
um novo estádio de futebol, investindo, em valores atuais,
em torno de duzentos e cinqüenta milhões de reais. No
mesmo local o governador Blairo Maggi construiu o Ginásio
de Esportes Aecim Tocantins de maneira primorosa, com investimentos
também superiores a duzentos milhões de reais.
Voltando ao presente, é sabido que no mesmo local o governo
do Estado está construindo uma piscina olímpica, dotada
de arquibancadas e de todos os aparatos necessários para
permitir a realização de grandes competições
e desenvolvimento dessa atividade esportiva.
Como para fazer frente às exigências da Fifa se faz
necessária a construção de um novo estádio
de futebol de múltiplo uso, tecnicamente moderno e com capacidade
mínima de quarenta mil espectadores, fica a questão:
onde construí-lo?
Participei semana passada, como convidado do prefeito Wilson Santos
e já na condição de futuro secretário
extraordinário, de reunião no Rio de Janeiro promovida
pela Fifa e CBF, onde a "palavra de ordem" era que toda
cidade-sede deve cumprir rigorosamente com os prazos das exigências
previamente formuladas, principalmente, no nosso caso, a construção
do novo estádio, o qual deverá ficar pronto impreterivelmente
até dezembro de 2012, não cabendo mais, portanto,
em meu entendimento, eventuais divagações e discussões
aleatórias sobre o assunto... Tem-se que agir, e rápido.
Sobre isso (a construção de novo estádio),
entendo, respeitando opiniões em contrário, que seria
mais racional construí-lo no mesmo espaço dos investimentos
já realizados, na medida em que se poderá compor,
basicamente num mesmo local, um conjunto de obras destinadas às
mais diversas modalidades esportivas, formando um verdadeiro Centro
Olímpico Desportivo para, inclusive, ser mostrado ao mundo
que não estamos só preocupados com o "futebol",
mas, sim, com o esporte em geral.
Tenho para mim, portanto, ser muito razoável (porque não
dizer "imprescindível") convocar os nossos arquitetos
para que os mesmos elaborem projetos que contemplem reformar e transformar
o Estádio José Fragelli em um Estádio Olímpico,
o que é plenamente possível, incluindo, desde já,
instalações para abrigar uma futura Universidade de
Educação Física e Desenvolvimento dos Desportos
Olímpicos.
Com essas novas construções, formando um composto
integrado de arenas desportivas, reduziríamos um pouco os
espaços para estacionamentos, problema esse (se é
que se pode chamar de "problema" uma pequena redução
de vagas de estacionamento em prol da edificação de
um moderno e utilizável complexo esportivo) que seria revertido,
e eu diria que será plenamente revertido, com a utilização
de amplo espaço onde está localizada a feira da prefeitura
localizada na Av. Isaac Póvoas, já cedido pelo prefeito
para complementar a estruturação de apoio a esse complexo
esportivo, que dista menos de dois quilômetros do estádio.
Com a criação da Universidade de cunho desportivo
se terá uma utilização permanente e diária
de todas as instalações construídas, onde o
múltiplo uso exigido pela Fifa seria totalmente contemplado.
Com essa definição e decisão política
o governador Blairo Maggi, que já se destacou como grande
governador pela sua visão inovadora, e que praticamente foi
quem implantou uma filosofia de valorização do turismo
em nosso Estado, poderá ser o governo onde renascerá
o desporto mato-grossense para as grandes competições,
promovendo aos jovens, de forma natural, a oportunidade de uma formação
profissional, física e psicossocial longe das atrações
dos vícios poucos recomendáveis.
Entendo, com todas as vênias aos que pensam de modo diverso,
mas implodir o Verdão para programar lagos artificiais, estacionamentos
e áreas de lazer seria uma conduta menos objetiva e menos
condizente a uma visão de futuro, o que espero não
aconteça.
Agripino Bonilha Filho é secretário nomeado para Assuntos
da Copa do Mundo
|
Cuiabá
e a Copa 2014 (Augusto Aurélio de Carvalho)
Passada a angústia da espera pela escolha de Cuiabá
como uma das sedes da Copa do Mundo, me preocupa, no momento, a
selvageria do trânsito com que convivemos em Cuiabá,
fator piorado pelo ato demagógico de um deputado que, a pretexto
de combater "a indústria das multas" conseguiu
se manter no poder até hoje, atacando e conseguindo que fossem
retirados os pardais das esquinas, premiando os infratores e contribuindo
em muito para a exacerbação da impunidade e da violência
no trânsito da nossa cidade . quando o certo seria instituir
mecanismos que impedissem as cobranças indevidas.
Chega a Copa,
com ela vem o incremento do turismo: vão chegar aqui os europeus,
os asiáticos, os americanos - imaginem a sua perplexidade
ao presenciar toda a falta de educação dos nossos
motoristas - os carros não respeitando os sinais vermelhos,
a velocidade acima do permitido, enfim todas as infrações
que vemos em cada cruzamento da nossa cidade!
A imprensa fala
pouco muito pouco e tenho visto apenas algumas vozes isoladas preocupadas
com essa trágica estatística que mutila e mata os
nossos jovens.
Já esta
na hora de mudarmos estes números! É preciso que os
governos, estadual e municipal, as associações, a
sociedade, enfim todos juntos achem um caminho para solucionar esta
situação, a começar pela punição
exemplar de todos os infratores, seguido de uma educação
rigorosa para os que estão iniciando a condução
de motores.
Cuiabá
mereceu ser uma das escolhidas para sediar a Copa, mas deve urgentemente
se preparar para ela, e resolver estas loucuras do trânsito
caótico daqui deve ser prioridade absoluta para não
corrermos o risco de sermos omissos e de até perdermos a
indicação.
Desta maneira
convoco a todos para que façam a sua parte, que a partir
de agora, toda a população de Cuiabá passe
a respeitar as leis de trânsito e que os governantes assumam
a condição de responsáveis pelas estatísticas
negativas que o trânsito da cidade nos oferece e que façam
cumprir as leis que já existem, porém não são
cobradas, que voltem a instalar imediatamente os pardais na cidade
e que os infratores sofram as punições justas passíveis
e que possam ser reeducados e aprendam que respeitar as leis é
sinal de evolução de um povo, a lei de vantagem ou
lei de Gerson é a lei do atraso, do subdesenvolvimento, atitude
de terceiro mundo, de um povo retrógrado, que não
condiz com quem quer ser sede de uma Copa do Mundo.
Augusto Aurélio
de Carvalho. E-mail: augusto_aurelio@uol.com.br
|
A
Copa de 2014 é do povo! (Juacy da Silva)
O Brasil inteiro e particularmente as 12 capitais que foram selecionadas
pela Fifa para sediarem jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014
começam a passar por um clima de grande expectativa e euforia.
Este foi um
sonho acalentado por milhões de brasileiros ao longo de décadas.
Afinal, o Brasil é conhecido mundo afora pelo seu futebol
espetáculo, pelo seu carnaval de rara beleza e empolgação,
pela sua natureza exuberante que deixa nossos visitantes boquiabertos
e, também, pela forma perdulária como nossos governantes
usam os recursos públicos e pelos elevados índices
de corrupção que tanto marcam negativamente nossa
vida política e administrativa.
Ao escolher
Cuiabá para ser uma das 12 cidades-sede da Copa de 2014 a
Fifa acreditou em nosso potencial empreendedor, nossos recursos
naturais, nossa capacidade de encarar desafios e nossa tenacidade
histórica para construirmos nosso futuro.
Tudo isto foi
representado pelo esforço como nossos governantes fizeram
para "vender" o nosso peixe. Afinal aqui é a terra
do pacu e tantas outras iguarias que deverão encantar turistas
e visitantes que já começam a chegar e se multiplicarão
muito mais à medida que a Copa de 2014 se aproximar.
Todavia, para
que tudo isto seja coroado de um grande êxito, precisamos
abrir espaços para que o povo possa, através de suas
diversas entidades representativas, participar de forma efetiva,
desde o planejamento até a execução, conclusão
de todas as obras e arranjos produtivos e institucionais.
O povo tem o
direito de participar por duas razões: primeira, a maior
parte dos recursos a serem investidos serão oriundos dos
cofres públicos, ou seja, é fruto do pagamento de
impostos e não uma dádiva de nossos governantes. Segundo,
o povo, em uma democracia de verdade, deve opinar sobre como, onde
e quando os recursos públicos devem ser utilizados.
O povo não
pode ser chamado apenas para bater palmas, para enrolar-se nas bandeiras
e sair pulando pelas ruas, enquanto os governantes tentam se passar
como pais da criança, armando esquemas para enganar os incautos
eleitores.
Afinal entre
a decisão da Fifa e a realização da Copa em
2014 teremos as eleições gerais (de presidente, governadores,
senadores, deputados estaduais e federais) em 2010; depois as eleições
municipais de 2012 e, logo após a Copa as eleições
gerais novamente em 2014.
É fácil
perceber como nossos políticos devem estar vibrando, serão
alguns bilhões a serem investidos e muita mídia para
fazer a cabeça do povo e os eleitores de trampolim para a
chegada ou manutenção do poder.
A forma como
a comissão responsável pela Copa de 2014 no âmbito
do Estado tem agido não está abrindo os espaços
para que o povo possa de fato participar. As decisões têm
sido tomadas de forma isolada e com pouco ou quase nenhuma participação
popular.
Por exemplo,
os projetos que já foram anunciados, incluindo a demolição
do Estádio Governador José Fragelli (Verdão),
que é um patrimônio público, construído
e é mantido com recursos públicos foi uma decisão
que não passou pelo crivo de uma consulta popular.
Por que demolir
um estádio ao invés de construir um novo em outro
local e estimular o desenvolvimento de outras regiões de
nossa Capital? O povo tem o direito de discutir os projetos para
o sistema viário, de trânsito e transporte, de adequações
urbanas, de fortalecimento do turismo, da cultura e outros aspectos
relacionados ao desenvolvimento não apenas de Cuiabá,
da Baixada Cuiabana e também de nosso Estado.
Mesmo que haja
um calendário a ser cumprido, as coisas não podem
ser feitas entre quatro paredes e apenas comunicadas ao povo de
cima para baixo. Pelo jeito como as coisas estão sendo encaminhadas
todos os projetos serão decididos de forma autoritária
por alguns iluminados, restando ao povo o pagamento da fatura e
bater palmas.
Juacy da Silva
é professor universitário, mestre em sociologia e
colaborador de A Gazeta. E-mail: professor.juacy@yahoo.com.br; site:
www.justicaesolidariedade.com.br; MSN professor.juacy@hotmail.com
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Verdadeiramente
Verdão! (Heloise Félix)
O resultado foi dado e Cuiabá está entre as 12 cidades
que receberão a Copa do Mundo de 2014. Muita coisa será
mudada em nossa Capital. Porém, o "astro rei" será
o nosso querido Estádio Governador José Fragelli,
o famoso "Verdão".
O Verdão receberá uma estrutura totalmente nova, ficando
com um ar super moderno. Sabe esse Verdão que você
conhece? Esqueça-o, pois ele ficará irreconhecível.
A parte externa do estádio será totalmente arborizada,
na tentativa de amenizar o nosso "calorzinho" para os
visitantes - e também para dar aquele toque elegante e requintando
que só a natureza pode nos oferecer.
Entre esse "mar" de árvores serão feitos
diversos estacionamentos, trazendo conforto e comodidade para os
amantes do futebol. Mas isso não é tudo. Na parte
externa também serão feitas duas quadras poliesportivas
e duas piscinas, sendo uma de porte olímpico e a outra um
pouco menor e pistas de skates para a garotada.
Durante a Copa essas quadras, piscinas e pistas ficarão cobertas,
todavia esse é outro assunto do qual tratarei mais tarde.
Como você pode perceber, a parte externa será uma grande
área de entretenimento para os torcedores e para quem nem
gosta de futebol.
Mas e os jornalistas, onde ficarão? Calma, é claro
que eu não iria me esquecer dos meus colegas de profissão.
Afinal, em 2014 também serei uma jornalista formada. Os jornalistas
terão um lugar reservado. Sabe o Ginásio Aecim Tocantins?
Aquele bem ao lado do Verdão. Então, ali será
uma espécie de centro, onde a imprensa toda estará
reunida.
Agora que já sabemos como vai ficar o Verdão por fora,
que tal entrarmos para dar aquela espiadela? Bom, por dentro ele
ganhará arquibancadas mais confortáveis e bem localizadas,
com uma super novidade: agora não haverá mais fosso
separando as arquibancadas e o campo, e os torcedores vão
poder ficar bem próximos aos jogadores.
Isso será interessante. Imagine assistir um jogo vendo seu
jogador preferido bem pertinho de você. E para não
dizer que eu não falei das flores, ou melhor, das árvores,
aqui estão elas novamente marcando presença. As árvores
que serão plantadas no interior do Estádio serão
as árvores nativas, exaltando assim o que Cuiabá -
e por que não dizer, Mato Grosso -, tem de mais belo.
Os placares também acompanharão o ritmo moderno do
Estádio e serão trocados por outros novíssimos.
E para você que está pensando que vai passar calor
na área descoberta, não se preocupe mais, pois nesse
novo Verdão todas as arquibancadas serão cobertas.
A iluminação também será reforçada,
para as partidas que ocorrerão à noite.
E quando a Copa passar o estádio permanecerá assim?
Se essa é a sua dúvida maior, pronto. Acabaram seus
problemas. Sim, o Verdão permanecerá assim após
a Copa. Isso trará muitos benefícios a nós
cuiabanos. E é agora que volto a falar das piscinas. Após
o término da Copa elas serão descobertas, juntamente
com as quadras e as pistas de skates. Essa área de entretenimento
provavelmente será utilizada por algum programa do Governo
em benefício às crianças carentes. Pelo menos
é para isso que estou torcendo.
Mas não é só por fora que o Estádio
vai sofrer uma leve alteraçãozinha. As arquibancadas,
que estão localizadas atrás das traves, poderão
ser retiradas e poderemos ter um novo estádio também
em Várzea Grande. O Estádio do Verdão é
só um dos lugares que serão reestruturados com a Copa,
porém muitas outras coisas melhorarão para nós.
Que essa Copa seja muita bem vinda.
Heloise Félix é cuiabana, estudante do 2º semestre
de Jornalismo
E-mail: heloisefelix_luna@hotmail.com
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O
novo negócio de Mato Grosso (José Riva)
Mato Grosso está crescendo a passos largos e posso afirmar
que isso não é uma vã sensação
de um político que luta por um futuro melhor para todos.
Esse crescimento já é uma realidade bem visível.
Tempos bons são esperados para os mato-grossenses: Copa do
Mundo, discussão de infraestrutura das mais modernas, apoio
incondicional à agricultura e pecuária de Mato Grosso
e a conquista de uma legislação ambiental mais justa
e moderna, alcançada através do Zoneamento Socioeconômico
Ecológico (ZSEE).
E o governo também vem fazendo um bom trabalho. Como parlamentar,
costumo trabalhar com apoio dos municípios. Creio que a melhor
forma de conquistar independência e um espaço digno
no cenário nacional é através da parceria,
da união entre sociedade e poder público, unindo todas
as esferas, para um desenvolvimento sustentável e bom para
todos.
Pensando nisso, a Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação,
duas mensagens do Executivo com pedido de empréstimo ao Bando
do Brasil no valor de R$ 92,3 milhões e outra em R$ 260 milhões.
A proposta garante a operação de crédito com
a instituição financeira e agiliza todos os programas
de desenvolvimento do Estado, como o MT +20 e o PAC.
Esse empréstimo vai oportunizar ao Governo do Estado a adquirir
máquinas que serão entregues aos municípios
que hoje têm dificuldades em manter as estradas vicinais sem
essa ajuda do governo. É uma iniciativa conjunta da Assembleia
Legislativa com o Governo do Estado, que tem o intuito de atender
os municípios mato-grossenses.
É claro que também é preciso fazer um levantamento
sobre as estradas de Mato Grosso. Pois, há estradas vicinais
tão importantes quanto as estaduais. Além disso, defendo
uma avaliação dos municípios que não
têm receita suficiente para comprar os maquinários.
A correção das desigualdades regionais tem sido uma
luta constante. Nunca neguei ser municipalista e semanalmente percorro
várias cidades para checar a situação de cada
uma. Isso nos dá uma noção do nosso estado,
suas dificuldades e os acertos. Com esses dados editamos a segunda
edição do livro Desigualdades Regionais em Mato Grosso.
São 142 páginas sobre a real situação
dos municípios e suas diferenças regionais, mapas
e cartogramas.
Nessa condição, defendo que é preciso ter uniformidade
na distribuição dos recursos do estado para os municípios.
Tanto que sugeri a criação de um fundo único
com a escolha de parâmetros sociais para a distribuição
dos recursos, pois os municípios não podem ser tratados
de forma igual. É preciso corrigir essa distorção.
Temos verificado nas ações governamentais que todos
os programas de desenvolvimento, tanto locais como nacionais –
MT+20 e PAC – indicam a necessidade de promover o financiamento
das políticas públicas a partir de múltiplas
fontes, como os recursos federais, parcerias público-privadas
ou organismos internacionais.
Como disse antes, Mato Grosso está em franco desenvolvimento,
todavia graças à união de todos que, acima
de questões políticas, sociais, e outras vias de manifestação
ideológica, estão trabalhando e torcendo por um estado
melhor que hoje já é de muito orgulho para quem nele
vive.
José Riva é deputado estadual pelo PP e presidente
da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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Teleférico
é importante? (Agripino Bonilha Filho)
O turismo é
o maior fenômeno socioeconômico contemporâneo,
movimentando 800 milhões de pessoas em viagens internacionais,
80 milhões de brasileiros circulando pelo país, 10%
do PIB mundial, 16% dos empregos, integrando 56 segmentos de pequenas
e médias empresas.
O Brasil, que tem um potencial incomensurável para ser uma
potência mundial na área do turismo, recebe apenas
5,5 milhões de turistas estrangeiros enquanto a França
recebe 89 milhões de visitantes. Quanto à receita,
faturamos 3,8 bilhões de dólares, contra 108 bilhões
faturados pelos Estados Unidos.
O ecoturismo representa 150 milhões de viajantes e cresce
20% ao ano.
Mato Grosso, neste contexto, desfruta de um potencial privilegiado
com três ecossistemas.
A Chapada dos Guimarães tem sido alvo maior das reflexões,
por ser tão diversificada em suas atrações
e pobre no desenvolvimento do seu potencial. Neste sentido, o atual
Secretário de Turismo do Estado investiu com objetividade
em projetos de ordenamento turístico abrangentes em áreas
como Portão do Inferno, Véu de Noiva, Mirante, Salgadeira,
Cidade das Pedras, Paredão do Eco, trilha do morro de São
Jerônimo e implantação dos teleféricos.
Foi mais longe, conseguiu recursos para implantá-los.
O teleférico sabidamente é um dos meios de transporte
turísticos mais emocionantes, certamente o de menor impacto
ambiental em todo o mundo e, por estas razões, amplamente
utilizado nas principais regiões turísticas do globo,
proporcionando emoção, educação ambiental
e integração do homem com a natureza.
Os países mais desenvolvidos do mundo na área de turismo,
principalmente aqueles com grande patrimônio de vales e montanhas,
utilizam intensamente este extraordinário meio de transporte
aéreo, contribuindo nas últimas décadas com
um grande desenvolvimento turístico dessas regiões.
A Suíça, como exemplo, possui 600 teleféricos,
contribuindo de modo estratégico para o turismo daquela país.
Um exemplo dessa evolução é o novíssimo
Vanoise Express, o maior teleférico do mundo, que possui
cabines com andares para 200 passageiros.
Um dos nossos símbolos e orgulhos é o bondinho do
Pão de Açúcar, criado no longínquo ano
de 1912, localizado no coração do Rio de Janeiro (bairro
da Urca) e um dos atrativos mais lindos e famosos do Brasil.
São Vicente (SP), Triunfo (PE), Presidente Prudente (SP),
Nova Friburgo (RJ), Caxambu (MG), Atibaia (SP), Poços de
Caldas (MG), Aracaju (SE), Ubajara (CE), são alguns outros
exemplos de teleféricos brasileiros instalados em áreas
estratégicas destes destinos e que se incorporaram à
paisagem como principal atrativo destas cidades.
O mercado da terceira idade, um dos mais disputados do mundo, é
o maior beneficiário desse empolgante meio de devaneio.
Por outro lado, está estritamente convergindo com o programa
de uso público e ecoturismo em parques nacionais oportunidade
de negócios, que tem como objetivo primordial atualizar os
padrões de uso destas unidades de conservação
sob administração federal, de forma a viabilizar o
cumprimento das suas finalidades básicas de preservação
dos ecossistemas naturais, buscando, em paralelo, intensificar o
aproveitamento do patrimônio natural e cultural do país.
Ao mesmo tempo, reconhecendo as mudanças dos valores sociais
ligados ao meio ambiente nas últimas décadas, refletidas
de modo marcante nas formas de lazer e viagens voltadas para atividades
que têm a natureza como cenário e objetivo, o programa
busca dar uma resposta à demanda da sociedade de contato
direto com a natureza dos parques.
Um desentendimento logístico entre o secretário de
Turismo do Estado e o promotor público de Chapada dos Guimarães
e alguns políticos deve servir para uma unidade de pensamentos
e disciplina de cada autoridade no cumprimentos das suas missões,
sem contudo extravasar a lei, a autoridade e ou a opinião
pessoal de cada um.
O teleférico é uma conquista e a Copa do Mundo vem
aí.
Agripino Bonilha Filho é cidadão cuiabano |
VLT
é solução, não garoto-problema (José
Riva)
A euforia do
anúncio da subsede do Pantanal, tendo Mato Grosso como o
Estado escolhido, passou. Porém, estamos vivendo agora a
expectativa de grandes investimentos para Cuiabá e Baixada,
fazendo o Estado crescer proporções assustadoras nos
próximos cinco anos.
Só que
o anúncio da Copa em Mato Grosso veio acompanhado de uma
série de requisitos que teremos que cumprir para efetivar
esse anúncio, como a construção do estádio,
dos centros de treinamentos, reforma do aeroporto e, principalmente,
infraestrutura em trânsito e transporte de qualidade e ambientalmente
correto.
Pensando nisso,
busquei algumas alternativas para serem discutidas na Assembleia
Legislativa e a opção mais viável e rápida,
pelo menos aparentemente, que encontramos foi o VLT Veículo
Leve sobre Trilhos. Lembrando que essa proposta já havia
sido apresentada ao governo do Estado em maio passado.
A falta de investimentos
na malha viária foi apontada como o principal entrave do
trânsito na Capital, que possui uma demanda de 30 mil passageiros
no horário de pico e já tem congestionamentos semelhantes
aos grandes centros brasileiros.
O centro de
Cuiabá é um capítulo à parte, com ruas
estreitas, fica completamente intransitável. Em Várzea
Grande, o maior ponto de estrangulamento do trânsito fica
por conta da Avenida da FEB, ponto de maior fluxo entre os dois
municípios. O sistema atual de transporte usado em nosso
Estado é precário e inviável. O sistema de
transporte urbano está cada vez pior e defasado, não
atendendo bem os usuários de hoje, imagine então daqui
a cinco anos.
Um exemplo a
não ser seguido, por exemplo, é o estado de São
Paulo, que hoje paga, em poluição, um preço
alto por ter adotado um modelo de mobilidade baseado em grandes
avenidas lotadas de carros, caminhões, ônibus e motocicletas.
É um caminho sem volta, e quem pagará para reverter
isso é o próprio usuário, seja dos transportes
coletivos como os donos de veículos.
Com os trilhos
cortando as principais avenidas, fazendo as ligações
necessárias para atender nossa população e
aos turistas que estão chegando para acompanhar os jogos
em Cuiabá, vamos galgar um degrau importante para nossa modernização
e solução do trânsito de veículos e pedestres.
Sem contar que é ambientalmente correto, sem o aumento de
poluentes causados pela queima de combustível.
Concordo que
não é um sistema barato para implantação,
porém não é inviável. E nem é
preciso que o Estado ou município arque com os elevados custos,
até porque não teriam condições, mas
podemos promover com a iniciativa privada as formas de construção
e concessão. Já pensando nisso, apresentei à
AL um projeto de lei que dispõe sobre Parcerias Público-Privadas
(PPPs). Essa iniciativa vai ser fundamental à efetivação
de contratos para a colaboração entre o Estado e o
particular, por meio dos quais o ente privado participa da implantação
e do desenvolvimento de obras, serviços ou empreendimentos
públicos, bem como da exploração e da gestão
das atividades decorrentes.
Vamos ser realistas,
para um investimento desse porte, a solução é
a parceria. E sabemos que isso não é novidade nos
estados brasileiros e o maior exemplo é o próprio
transporte coletivo. Se não fosse o investimento privado,
o município não teria condições de adquirir
uma frota de ônibus para atender a população.
Temos demanda
para a implantação independentemente da Copa, todavia
esse é um fator determinante para atrairmos investimentos.
A própria população tem apoiado a iniciativa
de que o governo, ao menos, banque um estudo de viabilidade do VLT
em Cuiabá para depois começarmos a discutir os meios
de implantação. Mas, o estudo inicial é primordial,
pois estamos em fase embrionária do projeto.
A demanda é
tão clara e consciente que em uma audiência pública
que fizemos para discutir esse assunto houve uma participação
efetiva da sociedade, defendendo uma nova modalidade de trânsito
em Cuiabá, por estar cansada das atuais formas de locomoção
que o poder público oferece. Podemos até melhorar
as avenidas, alargando-as e reestruturando o sistema de transporte,
porém, mais cedo ou mais tarde, chegaremos ao caos ambiental.
Uma das provas
de que é necessário um estudo profundo sobre a questão
do metrô é que durante essa audiência nos foi
apresentado outro modelo de transporte: o Monotrilho, que parece
ser também um viés para solucionar o caos que vivemos
hoje.
Para a implantação
efetiva dessa proposta, independente de questões partidárias
ou eleitorais, é que o projeto saia da alçada pública
e que o governo federal invista na parte estrutural básica.
O objetivo é que, por meio de concessão, sejam feitos
os investimentos no material rodante, estações e operação
do sistema durante o prazo de concessão, que pode vigorar
em torno de 25 a 30 anos. A passagem do ônibus pode ser por
meio do sistema de integração.
Enfim, como
disse, ainda é começo, uma proposta de estudo para
a viabilidade física e econômica de implantação
do metrô de superfície e tudo que se diz hoje em relação
a isso é pura especulação, mas posso garantir,
que com o sistema atual de trânsito que Cuiabá possui,
onde a poluição veicular é a fluidez do trânsito,
pois quanto mais congestionamento, mais emissões, não
será suficiente para conseguir efetivar, definitivamente,
Cuiabá como a sede da Copa do Mundo no Pantanal.
José
Riva é deputado estadual pelo PP e presidente da Assembleia
Legislativa de Mato Grosso
|
A
Copa do Mundo e os cidadãos cuiabanos (Luiz Antônio
Pagot)
Definidas as
cidades brasileiras que irão sediar a Copa de 2014, dá-se
início a uma discussão: o que deve ser feito para
que Cuiabá seja realmente boa anfitriã de uma chave
de campeonato? Especialistas e governos têm se reunido para
discutir os principais desafios a serem superados pelas cidades-sede,
com apenas uma certeza: a Copa do Mundo oferece a essas cidades
a oportunidade de receberem grandes reformulações
estruturais.
Isso é
o óbvio, e em se tratando de um país de apaixonados
por futebol, certamente o que se espera dos governos federal, estadual
e da administração municipal é a realização
de um amplo trabalho de planejamento que irá culminar em
uma Cuiabá de infraestrutura impecável para receber
milhares de pessoas de todo o planeta em seus hotéis, pousadas,
restaurantes, parques, e em seu provavelmente belíssimo novo
estádio.
Mas há
algo implícito em tudo isso que independe do planejamento
governamental - e é não menos imprescindível
para que a Copa do Mundo propicie à Cuiabá, além
das oportunidades de desenvolvimento econômico, uma transformação
inovadora e positiva. É a vontade popular. A realização
do evento de maior mídia do mundo em nossa capital só
terá sucesso garantido se a sociedade cuiabana e mato-grossense
abraçar a Copa com entusiasmo e muita dedicação.
É hora
de começarmos a pensar nas contribuições individuais
que poderão fazer a diferença em 2014. Uma sugestão
às organizações sociais é a intensificação
de campanhas pela cultura de paz. Já somos considerados um
povo alegre e hospitaleiro. Simpatia não nos falta. Vamos
trabalhar para que Cuiabá seja novamente reconhecida como
uma cidade tranqüila. Vamos nos apaixonar pela nossa cidade!
Vamos acreditar que seremos os melhores anfitriões, que assim
seremos. Sempre que surgir aquele ímpeto de jogar um lixo
na rua, é bom lembrar: cidade limpa em 2014! Rio Cuiabá
exuberante em 2014! Cidade verde mais verde em 2014! Atitudes pacíficas
e gestos corteses - no trânsito, na fila do supermercado,
no condomínio, no bairro, nas festas, na escola, no trabalho
– também irão nos preparar muito bem para a
Copa do Mundo de 2014. De quebra uma nova cultura estará
intrínseca. Respeito mútuo, combate ao aquecimento
global, conservação ambiental, uso sustentável
de recursos naturais e energéticos. Seremos mais do que anfitriões
exemplares: daremos ao país uma grande lição
de cidadania.
|
A
Salgadeira no amanhã da Copa 2014 (João Carlos Queiroz)
O Terminal Turístico
da Salgadeira, situado a 51 quilômetros de Cuiabá,
com acesso pela Rodovia Emanuel Pinheiro, é a primeira referência
de beleza agreste aquática que o Parque Nacional de Chapada
dos Guimarães desvenda aos olhos turistas. Integra-se ao
município cuiabano e, a bem da verdade, tem sido muito bem
zelado por "anjos da guarda" da Secretaria de Meio Ambiente
do Município e mesmo por parte do Estado (PMMT). Um deles
se destaca pelo trabalho primoroso e apaixonado que realiza cotidianamente
na Salgadeira: o popular "Pardal", José Carlos
Bazan. Uma figura inconfundível de zelo extremado pelo patrimônio
público, pela seriedade esforçada que todos deveriam
direcionar ao segmento ambiental.
Os que aportam
na Salgadeira, via de regra, ficam extasiados pela profusão
de liberdade das cachoeiras e correntezas de águas límpidas
que eclodem geladas do seio das serras próximas. Mas também
é impossível, a partir do instante em que se pisa
naquele Terminal, não reconhecer a dedicação
vigilante do exemplar "Pardal". Ele está sempre
a postos, 24 horas por dia, para garantir que atos depredatórios
e abusos de qualquer espécie não sejam praticados
na extensão da área. É o fim das fogueiras
nas matas, derrubada de árvores para armar acampamentos,
etc. "Pardal" é inflexível em não
perdoar carros estacionados à parte dos locais permitidos,
risco para transeuntes e mesmo para a garantia de um trânsito
seguro na área, veículos procedentes de Chapada ou
Cuiabá.
Humilde, esse
raríssimo guardião da natureza não admite sequer
que esse seu desempenho - caracterizado de abnegação
total - seja interpretado de exaustivo. Ele encara as atividades
profissionais diárias na Salgadeira como um dever de cidadão
conscientizado sobre a importância de se estabelecer barreiras
protetoras à mãe natureza, mudanças positivas
já registradas no seu entorno e miolo central.
José
Carlos Bazan, consenso geral entre visitantes e comerciantes estabelecidos
no lugar, faz, sim, muita diferença entre o complexo turístico
de ontem (quando não estava lá) e o atual, a partir
do instante em que o prefeito de Cuiabá, professor Wilson
Santos, assumiu o Palácio Alencastro e firmou compromisso
com o meio ambiente, trabalho extensivo à reestruturação
do Terminal da Salgadeira. Por meio da Secretaria de Meio Ambiente
de Cuiabá, Wilson determinou ações intensivas
e protecionistas ao manto natural dessas matas e seus tesouros aquáticos.
"Pardal" se incluiu na lista dos indicados à importante
missão, e desde então tem sido um “Rambo”
ecológico.
Com o advento
da Copa do Mundo 2014, é outro fato, mais novidades vão
surgir nos principais pólos turísticos do Município
de Cuiabá e em toda a Baixada Cuiabana. Já existe
até um projeto de engenharia que prevê uma reformulação
100% desse complexo. Pelo andar da carruagem e empenho dos governantes
engajados nesses preparativos, o cenário que a Salgadeira
desnuda aos visitantes irá mudar radicalmente. Na interpretação
dos projetistas, já não se pensa numa Salgadeira desprovida
das exigências estruturais avançadas que o "Trem
da Copa" exige por onde passa e "faz a festa" de
milhões de torcedores e habitantes das cidades sedes.
Isso não
implica em se despedir, por exemplo, das deliciosas e tradicionais
"galinhadas com arroz" servidas nos vários e bons
restaurantes existentes ali, em ambas as margens da Rodovia Emanuel
Pinheiro. Também não significa que as cachoeiras irão
mudar de lugar, ou que suas águas - há décadas
em ebulição rumo a algum lugar indefinido do verde
chapadense - vão ser desvirtuadas dessa esteira natural de
passeio ecológico. Mas a estrutura, em si, sofrerá
boas mudanças, prevê o projeto, pois o objetivo é
comportar mais turistas e oferecer o que há de melhor no
Terminal da Salgadeira. De quebra, estende-se maior proteção
à área inteira.
O mais confortador
de tudo é que esse belíssimo balneário está
inserido no município de Cuiabá, a um passo da divisa
com Chapada dos Guimarães. Muitos, inclusive, não
sabem isso, e desembocam naquele complexo na ilusão temporária
de que saboreiam os ares do município de temperatura fria,
além Portal do Inferno. É uma divisão tênue,
quase imperceptível à mira observadora das retinas
que armazenam algum prazer confesso pelo contato direto com essa
natureza tão viva.
Enfim, resta
que todos aguardem as mudanças estruturais e de cunho futurista
que a Salgadeira reserva para a Copa 2014, apoiadas firmemente pelo
prefeito ecologista, professor Wilson Santos. Enquanto estas mudanças
não acontecem, prevalece a vigília firme do "Pardal"
Coruja (pois nunca dorme). Empenho que faz muita diferença
para que esse balneário se apresente em toda a essência
atrativa com que ressurgiu das águas oceânicas. Foram
elas, por sinal, que sepultaram, durante milênios, toda a
região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.
Região adornada de forma enigmática pelas esculturas
formatadas pela mão mestra da natureza.
Tanto é
verdade que um gnomo se exibe de perfil à vista dos visitantes
da Salgadeira, incrustado numa de suas paredes rochosas; figura
enigmática sobre o passado e os desdobramentos que o futuro
ainda reserva a esse paraíso tão cuiabano...
João
Carlos Queiroz |
Hino
Copa do Pantanal, uma imagem do Brasil (Lucia helena Vieira)
Nesse processo
avassalador, de novidades tecnológicas se incorporando a
informação, surge o Hino Copa do Pantanal, postado
no Youtbe, através da Internet. O video produzido pelo jornalista
João Gallo, é um primor. Vi e revi várias vezes!
O futebol é envolvente e se conseguiu passar a mensagem emblemática
da Copa no Pantanal em 2014. Muita criatividade na associação
do hino a imagem. Som limpo! Sonoplastia também. A frase
de abertura em off forte, com combinação visual e
auditiva. Se conseguiu mostrar que o Mato Grosso esta pronto para
receber os grandes craques do mundo.
"O texto(hino
da Copa) casado com a imagem de forma brilhante".
O hino Copa
do Pantanal consegue tocar as pessoas, sobretudo as que tenham paixão
por futebol. O video da oportunidade ao mundo viajar on line ao
Mato Grosso. O produto final é ótimo!
Há magia
nas imagens além da vibração do áudio
com o Hino da Copa do Pantanal. Sem duvida uma viagem incrível,
nesta terra vasta e exótica. Se conseguiu neste video mostrar
e fazer sentir, que Cuiabá está pronta para receber
craques do mundo todo. Além de vitórias de Copas passadas,
gols de placa e taça inesquecível, o video mostra
também a história do Mato Grosso, sua gente, seu turismo
e culinária. A criatividade a associação do
texto (hino) a imagem vem da própria sensibilidade do jornalista.
As imagens marcantes
da história do Mato Grosso foram valorizadas com o recurso
de texto - Hino da Copa no Pantanal. Houve uma saga entre estados
para ter a Copa em suas capitais, e se conseguiu mostrar neste video,
porque o Mato Grosso foi escolhido. Ganhar uma Copa não é
tarefa fácil, esse video postado no Yotube, vem mostrar que
Cuiabá já começa a contribuir para se chegar
a conquista da taça.
Bons jogadores
sempre tivemos, mas é necessária uma super estrutura
para recebê-los, exorcizando fantasmas e ganhar o mundo. E
que lado a lado, os dois times que cheguem a final em 2014, possam
entoar seus respectivos hinos, após ouvirem o Hino da Copa
do Patanal. E o que o mundo quer ver mesmo em 2014 é um show
de bola.
By: Lucia helena
Vieira
MTb/DRT - Go 170
Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=2BzpwDtPbu4&feature=player_embedded |
Copa
2014, impacto econômico (Edisantos Amorim)
Se os clubes
brasileiros conseguirem instituir, por meio de estratégias
de marketing específicas para a exploração
comercial mais eficiente de seus estádios atualmente, o mercado
pré-Copa pode se preparar para o ciclo de investimentos que
virá. A aproximação da definição
das sedes para a Copa de 2014 servirá de ponto de partida
em 2009 para que o país construa uma perspectiva altamente
positiva para o mercado do futebol, graças à possibilidade
de investimento para a construção e reforma de estádios
e também pela ampliação de interesse midiático
e mercadológico pelo futebol brasileiro.
A atual crise
global gera dúvidas sobre o custo e disponibilidade dos recursos
para investir em estádios, mas por outro lado em 2014 o Brasil
já tem o compromisso de receber o evento. Assim, os projetos
a serem apresentados para os investidores devem ser centrados na
geração de receitas do espaço esportivo como
uma unidade de entretenimento, com experiências de consumo
memoráveis. Os clubes de futebol, contemplados ou não
pelos estádios nas cidades-sede, devem criar um modelo de
negócio mais atrativo que o atual, através do impacto
que a realização do Mundial vai causar em seus negócios
e nos serviços oferecidos no estádio. Essa ampliação
dos negócios em torno dos clubes é essencial para
que tenhamos um legado para o futebol brasileiro após a realização
do evento.
Para o estado
de Mato Grosso este sim é um cenário ímpar
para alavancar o nosso futebol a escalas superiores neste mercado
e consequentemente por que não se pensar em um clube de futebol
forte e competitivo para os próximos anos?
Edisantos Amorim
é economista, consultor de empresas e conselheiro do Corecon-MT/14º
Região.
|
2014
e 2016 (Onofre Ribeiro)
Uma das vantagens
de se ter mais de 50 anos, é ter vivido bastante e ter visto
muitas coisas acontecerem. Digo isso diante da escolha do Rio de
Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016. É, realmente,
emocionante. Conheci o Rio de Janeiro ainda na infância. Era
o coração do Brasil. Lá estavam o governo do
país, a capital intelectual, econômica, e a essência
brasileira. São Paulo era uma cidade de negócios que
dependia muito do Rio e não tinha a importância de
hoje, adquirida depois que a capital do Brasil transferiu-se para
Brasília, em 1960.
As olimpíadas
de 2016 trazem junto o reconhecimento da importância do Brasil
no mundo. Aquele Brasil do carnaval carioca dos anos 50 não
existe mais. Hoje o Brasil é uma potência mundial,
queiramos ou não nós brasileiros com a nossa baixa
auto-estima.
Um mundo novo
se abre diante do Brasil com episódios como esse da escolha
do Rio de Janeiro. Do mesmo modo que para Mato Grosso abre-se um
mundo novo com a escolha da capital para sede da Copa do Mundo de
2014.
A maré
quando vem, vem mesmo! O Rio de Janeiro seguramente sairá
da maré de horror em que se encontra e vai começar
a retomar aquele charme e importância dos anos 50. O Rio é
muito rico em história. Como Cuiabá. A capital de
Mato Grosso cheira a história. Dos anos 70 para cá
teve que mudar de cara muitas vezes por conta da chegada de milhares
de migrantes vindos de todo o Brasil em busca de um sonho novo com
a interiorização lançada pelo presidente Juscelino
Kubitschek, o mesmo que criou Brasília. Mas não perdeu
o charme histórico, e um certo ar provinciano-metropolitano.
Queiramos ou
não, Brasília e Cuiabá acabaram tornando-se
cidades gêmeas, na medida em que Brasília influenciou
profundamente os destinos cuiabanos. Do mesmo modo que Brasília
afundaria o Rio de Janeiro nesse horror atual de empobrecimento
e de perda de identidade.
A copa do mundo
para Cuiabá e as olimpíadas para o Rio de Janeiro,
trarão a reconstrução de uma identidade histórica,
acopladas num mundo moderno e de enormes transformações.
As cidades que sairão desses dois eventos sairão dezenas
de anos à frente do tempo atual. Cuiabá e o Rio de
Janeiro têm em comum laços históricos. Os cuiabanos
ligavam-se ao Rio, estudavam lá, casavam-se lá e viajavam
pra lá. O próprio falar cuiabanos carrega traços
cariocas nos “erres” e nos “xis”.
Agora o tempo
junta tudo e traz um cenário de imensas oportunidades baseado
no marketing dos esportes, fenômeno que hoje carrega e transforma
boa parte da economia mundial.
* ONOFRE RIBEIRO
é jornalista em Mato Grosso
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Copa
do Mundo de 2014 e o turismo (Flávio Domingues - Consultor
de turismo)
O Brasil debate
os preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Exaustivamente, fala-se
do legado que o evento deixará. Bilhões de reais em
obras de infraestrutura que auxiliarão na mudança
da face do País. A cada dia, através de mecanismos
de busca da internet, lemos muitas notícias das cidades que
receberão as seleções que aqui disputarão
o certame esportivo de maior visibilidade do planeta.
Todavia, nessa
massa de notícias, temos a oportunidade de perceber que todo
o foco das discussões encontra-se no campo das obras de infraestrutura
e da qualificação da mão de obra para receber
os quase 1 milhão de turistas que chegarão ao País.
Obras de infraestrutura são muito importantes, contudo, não
se faz turismo sem investir em pesquisas de oferta e demanda; qualificar
produtos turísticos; ofertar boa programação
turística; sensibilizar a população; ter mecanismos
eficazes de informação turística; promover
os destinos; apoiar a iniciativa privada na comercialização
de pacotes, que serão, necessariamente, integrados com as
outras cidades-sede, pois as tabelas de jogos fazem os times passar
por vários estádios e, por fim, organizar receptivos
para os fanáticos por futebol que desembarcarão no
País.
Sendo assim,
o Governo Federal e cada governo estadual e municipal que estiver
se preparando para receber a Copa, deve delinear os investimentos
também necessários aos feitios do turismo propriamente
dito. Dessa maneira, o Brasil lucrará com o evento tendo
o melhor retorno de possível, tanto no legado que se construirá,
quanto na imagem que permanecerá na mente dos que aqui vierem
e dos impactados pela repercussão do evento.
Garantidos os
investimentos no turismo, um dos nossos principais desafios será
fazer com que cada sede ofereça animação turística
para os visitantes. Este poderá ser o grande diferencial,
que deixará como legado a melhor marca que vemos para o Brasil
– Um povo trabalhador, que está sempre com o sorriso
no rosto e que sabe brincar como poucos no planeta. Essa marca poderá
ajudar a vender os destinos turísticos brasileiros induzindo
o desenvolvimento do país. No caso do Nordeste a tarefa será
fácil, pois a Copa acontecerá no período junino,
quando Caruaru, Recife, Campina Grande, Salvador, Fortaleza e Natal,
animarão os torcedores em grandes festas da estação.
Se isso já seria suficiente para uma excelente programação,
devemos lembrar que teremos uma oportunidade ímpar para mostrar
todos os produtos turísticos nacionais e, por isso, já
se pensa no Recife em realizar edição especial do
Carnaval Multicultural do Recife, com direito a Galo da Madrugada.
Também
se discute apresentações especiais da Paixão
de Cristo de Nova Jerusalém, da Batalha dos Guararapes para
relembrar o nascimento da pátria, que hoje usa “chuteiras”.
Acomodar-se-á também a surpreendente agenda do frio
do interior pernambucano realizando o Festival de Garanhuns e outros
eventos de inverno que acontecem em várias cidades do interior,
encaixando-os nos dias que não têm jogos, complementando
a programação turística que possibilitará
a permanência do torcedor o maior tempo possível.
Com uma programações
assim, que – sem bairrismos – o brasileiro sabe fazer,
ficarão pasmados os turistas e jornalistas que aqui estiverem
e sagrarão a Copa do Mundo de 2014 como a mais animada de
todos os tempos. Isto nos credenciará para receber turistas
muitos anos depois do fim do campeonato que, oxalá, será
conquistado pelos donos da casa.
(Flávio
Domingues é consultor de turismo) |
Com
relação à Copa em Cuiabá, em que grupo
você se inclui? (João Gallo)
Em relação
à Copa 2014 em Cuiabá, o Mato Grosso se divide nos
seguintes grupos: 1º Os que trabalharam para que Cuiabá
fosse sede da copa; 2º Os que trabalham para mantê-la
e realizá-la aqui; 3º Os que são contra abertamente
à sua realização; 4º Os que são
a favor, independente de qualquer coisa, porque reconhecem a sua
importância para o nosso desenvolvimento; 5º Os que dizem
que são a favor, mas na verdade são contra só
porque, mesquinhamente, acham que isto pode favorecer o atual Governo
e os que contribuíram para esta grande e surpreendente conquista.
Em que grupo você se inclui?
Não é
difícil perceber que o advento da Copa nos ajudará
a melhorar em todas as áreas. A curto e médio prazo,
receberemos investimentos extras para estes segmentos a título
de preparação do Estado para a Copa e, os investimentos
privados, a geração de empregos, a elevação
da renda tornará o Mato Grosso mais forte e mais desenvolvido.
Com mais recursos
para melhorar nossas receitas, como ocorreu em outros lugares do
mundo por onde eventos desta magnitude passaram (veja Barcelona
na Espanha). Uma coisa não exclui outra. Qualquer pessoa
com discernimento razoável sabe que ser uma das sedes da
Copa só traz benefícios. Não importa que quem
faça alguma coisa pelo nosso Estado (do mesmo modo que para
os municípios ou país) seja o político A, B
ou Z, o que importa é que façam e bem.
Tenho defendido
que é uma oportunidade única para alavancar o potencial
empreendedor do povo mato-grossense e o desenvolvimento, repercutindo
seus efeitos positivos por várias gerações.
Entretanto, devemos ter a consciência de que todos os nossos
problemas de educação, saúde, segurança
e infra-estrutura não serão resolvidos com a realização
da Copa de 2014, mas muitas das ações, que somente
a Copa pode trazer, serão fundamentais para mitigá-los.
Estamos na frente
de grandes capitais que sonhavam em sediar a Copa. Muitos burburinhos
sobre a nossa saída como sede foi veiculado, mas, não
passou de rumores e boataria de invejosos. Temos de pensar no futuro,
pois tudo que for feito permanecerá. Turistas que virão
a Cuiabá, podem tornar-se futuros investidores, trazendo
inúmeros benefícios. Uma das principais potencialidades
do nosso estado é o turismo. Imagine a divulgação
do nosso Estado para o mundo, nossas potencialidades turísticas,
a ampliação da rede hoteleira, do comércio.
Enfim, mais emprego, mais receita, mais educação,
mais infra-estrutura.
Algumas pessoas
dizem ser contra a realização da Copa aqui. Elas justificam
que o mais importante para a cidade é saúde, educação...
Hipoteticamente, se a Copa não viesse para cá... A
educação iria melhorar? A saúde iria melhorar?
A segurança iria melhorar? As respostas todo mundo sabe,
não iria melhorar!
A vinda da Copa
exigirá toda uma adaptação da nossa cidade,
havendo um investimento imensurável na nossa infra-estrutura,
no nosso sistema de transporte público, estaremos economizando
nos investimentos neste último setor, já que toda
a verba para investir em infra-estrutura e transportes será
proveniente do governo federal, e podemos direcionar a aplicação
de todo esse montante nos setores mais prioritários como
educação, saúde e segurança.
É claro
que nossa cidade não vai melhorar da água para o vinho...
Mas é só analisar mais calmamente que se percebe que
os prós serão bem maiores que os contra! É
preciso confiar.
Fiquei na expectativa
até conhecer o projeto. Ao conhecê-lo, aplaudi. Estou
realmente entusiasmado. Acredito que as melhorias na Cidade virão
e que será um beneficio para toda a vida. Realmente é
uma pena ter que demolir o belo e velho Verdão, infelizmente
é necessário, porém terá para sempre
o seu lugar na história de Cuiabá, se não como
obra tombada como Patrimônio Artístico ou Esportivo,
mas, quem sabe, como Mártir da Copa. Certamente dará
lugar a sua existência por uma causa maior!
João
Gallo
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Símbolo
da Copa no Morro de Santo Antônio
Há uma
boa sugestão ao Governo do Estado, para que imortalize a
passagem da Copa do Mundo de 2.014 por Cuiabá. Estamos acompanhando
o embate entre o Governo do Estado e Ministério Público
Estadual para instalação dos equipamentos do Teleférico
em Chapada dos Guimarães, e os recursos que serão
aplicados passam de R$ 2.000.000,00 e não ficará marcado
com símbolo da Copa.
E pensando
nisso, estou dando uma sugestão ao Governo do Estado, para
que construa no topo do Morro de Santo Antonio um símbolo
da Copa do Mundo de 2014, uma gigantesca bola luminosa de acrílico
que terá visibilidade em toda a cidade de Cuiabá,
Várzea Grande e todo o vale do Rio Cuiabá, ficará
como um símbolo que marcará com certeza a passagem
da Copa do Mundo em Cuiabá.
Seria um projeto
de baixo custo em relação ao Teleférico, e
se o Governo quiser, poderá expandir o projeto com aplicação
de mais recursos, ou seja, implantar um mirante com restaurante,
lojas de objetos turísticos e artesanal, e uma rampa de acesso
em forma de espiral, pavimentar o acesso interligando com a Rodovia
Palmiro Paes de Barros até o pé do Morro, terceirizar
a administração e cobrar pedágio de acesso
para turistas, e com esse recurso do pedágio seria reaplicado
em manutenção e ampliação do ponto turístico.
Esse projeto
que dará maior visibilidade e marcará o Governo pelo
resto da vida, mesmo com o passar dos anos, daqui a 100 (cem) anos
todos ficarão sabendo que em 2.014 houve a Copa do Mundo
em Cuiabá e que o governador que construiu foi Blairo Borges
Maggi. Esta é a sugestão de um Cuiabano que ama esta
terra.
Economista
Wilson Carlos Fuá
Email:
fuacba@hotmail.com
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