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Copa no Pantanal
ARTIGOS

Obs: as opiniões emitidas pelos nossos colaboradores, são de responsabilidade de seus autores. Mande seu artigo para o endereço redacao@acopadopantana.lcom.br

A grande infraestrutura tecnológica para a Copa 2014 (Cézar Taurion)
O aeroporto e a Copa do Mundo (Mota Menezes)
De volta ao ganzá e à cultura regional (Álvaro Marçal Mendonça)
A Copa do mundo e o cuiabano (Wilson Fuá)
Território Fifa (Álvaro Marçal Mendonça)
Sem arremeter (Editorial de A Gazeta 24.08.2010)
A questão Copa do Mundo (Onofre Ribeiro)
Arquibaldos e Geraldinos na Copa 2014 (Álvaro Marçal Mendonça)
Do Planetário ao teatro digital (Agripino Bonilha Filho)
As queimadas e a Copa 2014 (Álvaro Marçal Mendonça)
A Copa e as desapropriações (Álvaro Marçal Mendonça)
O início das obras da Copa 2014 (Álvaro Marçal Mendonça)
A Copa 2014 e os serviços voluntários (Álvaro Marçal Mendonça)
O sentido de ser cuiabano (Wilson Carlos Fuá)
Estatísticas da Copa Fifa (Álvaro Marçal Mendonça)
A Copa do mundo e o sistema prisional (Carlos Brito)
A Copa e o trânsito (Álvaro Marçal Mendonça)
Leitores de jornal inglês confiam no Brasil-2014 (Artigo O Globo)
Esperamos obras de boa qualidade (Álvaro Marçal Mendonça)
Copa 2014, uma convocação para todos (João Carlos Rego)
Ganzá III: A Copa do Pantanal e a nossa cultura (Álvaro Marçal Mendonça)
O ganzá na Copa do Pantanal (Álvaro Marçal Mendonça)
Ao invés das vuvuzelas, nossa própria cultura (Álvaro Marçal Mendonça)
Preocupação crescente com os aeroportos (Paraná On Line)
Aeroporto desponta como a nova preocupação (Maciel Júnior)
Editorial: um 31 de maio que merecia virar feriado (Maciel Júnior)
Sem noção de tempo e prazo (Jorge Hori)
Copa 2014, mais desafios para o Brasil (Flávio Domingues)
Ironia do destino com o ex-governador José Fragelli (Humberto Frederico)
Cuiabá, uma cidade magica (Waldir Serafim)
A Copa e os cuiabanos (Andréia Cruz)
Copa com dianteira e sem atrasos (Editorial Folha do Estado)
Cidades-sede 2014, quem está no paredão? (Rodrigo Prada)
Cuiabá organizada e adiantada para a Copa do Mundo 2014 (Maciel Júnior)
O Brasil vai precisar de engenheiros (Carlos Maurício Lima)
O futuro é a prioridade (Folha do Estado)
Símbolo da Copa no Morro de Santo Antônio (Wilson Carlos Fuá)
A locomotiva estadual embala rumo a 2014 (Folha do Estado)
Agecopa, fechada em Copas? (Renato Gomes Nery)
A Agecopa e o dever com a sociedade (Maciel Júnior)
Precisamos mais do que praças esportivas (Thiago Scuro)
Com relação à Copa em Cuiabá, em que grupo você se inclui? (João Gallo)
Os negócios da Copa (Jorge Hori)
Copa do Mundo de 2014 e o turismo (Flávio Dom)
2014 e 2016 (Onofre Ribeiro)
Copa 2014, impacto econômico (Edisantos Amorim )
Hino Copa do Pantanal, uma imagem do Brasil (Lucia helena Vieira)
A Salgadeira no amanhã da Copa 2014 (João Carlos Queiroz)
A Copa do Mundo e os cidadãos cuiabanos (Luiz Antônio Pagot)
VLT é solução, não garoto-problema (José Riva)
Teleférico é importante? (Agripino Bonilha Filho)
O novo negócio de Mato Grosso (José Riva)
Verdadeiramente Verdão! (Heloise Félix)
A Copa de 2014 é do povo! (Juacy da Silva)
Cuiabá e a Copa 2014 (Augusto Aurélio de Carvalho)
Construir sim, implodir, nunca! (Agripino Bonilha Filho)
Brasil 2014, a Copa das PPPs (Igor Furniel)
O asteróide "Verdão" (Oliveira Júnior)
Preocupações (Alfredo da Mota Menezes)
Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (João Vieira)
A Copa e o desafio do trânsito (Sílvio Furtado de Mendonça Filho)
Cuiabá e a Copa de 2014 (Renato Gorski)
De Alma lavada (Alfredo Motta Menezes)
O mundo se encantará com Mato Grosso (Wemes Pereira Leite)
Cuiabá, o Pantanal na Copa de 2014 (Josemar Xavier Dorilêo)
Sou garra, sou Cuiabá, sou pantanal.. sou COPA 2014 (Josemar Xavier Dorilêo)
Já somos vencedores (Yuri Jorge Bastos)
A Copa do Pantanal é de Mato Grosso (Governador Blairo Maggi)
 
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A Copa do Pantanal é de Mato Grosso (Governador Blairo Maggi)

A FIFA vai anunciar oficialmente as sedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. Tudo indica favoravelmente que Cuiabá será anunciada como uma das sedes. Nesse caso, a escolha não terá sido por acaso. Terá sido fruto de um longo trabalho iniciado ainda em 2006. Se, eventualmente, a escolha não for decidida em favor de Cuiabá, não nos sentiremos culpados, porque lutamos e fizemos todo o dever de casa que podíamos ter feito. Como Deus ajuda a quem madruga, a nossa fé é que Cuiabá será escolhida.

Gostaria de lembrar que em 2006 recebemos o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, para inspecionar o estádio Verdão, em Cuiabá. Em seguida, entregamos à CBF a nossa proposta e projetos de obras em estádios, em infra-estrutura geral e turística para disputarmos a escolha de Cuiabá como sede. Em 2007 defendemos no Rio de Janeiro a candidatura de Cuiabá junto ao Comitê Executivo da FIFA e reafirmamos a nossa disposição em readequar e remodelar o estádio Verdão, nos propondo a reconstruí-lo. Por fim, em outubro de 2007, estivemos em Zurique, na Suíça, quando a FIFA oficializou o Brasil como país-sede da Copa do Mundo de 2014. Pessoalmente, defendi na presença do presidente Lula, que o Pantanal Mato-grossense tivesse uma das 12 sedes da Copa de 2014. Embora o Pantanal seja comum a Mato Grosso e a Mato Grosso do Sul, obviamente, minha defesa era inteiramente direcionada para Cuiabá.

Fora essas ações junto à CBF e à FIFA, tomamos uma série de outras medidas importantes que impressionaram muito bem a direção da CBF e da FIFA. Por exemplo, imediatamente contratamos uma empresa especializada em grandes eventos de futebol para começar a planejar tudo o que pudesse ser necessário para o caso de Cuiabá ser a cidade do Pantanal escolhida. Preparamos 26 projetos de infra-estrutura que vão da remodelação do estádio Verdão, até projetos de infra-estrutura de tráfego, hospitalares, de preparação de recursos humanos, de visão completa sobre o turismo, e uma série imensa de outras ações que já foram ou que serão divulgadas a partir de segunda-feira próxima. Nesse intervalo, mantivemos entendimentos muito próximos com as nossas bancadas parlamentares estadual e federal, no sentido de mobilizar articulação e comprometimento com projetos e com alocação de recursos financeiros necessários às obras. Criamos um fundo que já acumula recursos disponíveis para as primeiras atitudes.

Mato Grosso se preparou com cuidado, com organização, com planejamento e sem agressividade pensando em todo o potencial econômico, turístico, ambiental e, especialmente, o capital humano de Cuiabá e de todos os habitantes do Estado.

Tenho a absoluta convicção de que fizemos tudo que estava ao nosso alcance para convencer a CBF primeiro, e depois a FIFA, de que Cuiabá deve ser a sede da Copa do Pantanal. Embora a sede seja em Cuiabá, a Copa é de Mato Grosso, porque a escolha terá sido baseada em todos os potenciais de nosso Estado.

Daqui para a frente, depois de segunda-feira, começaremos um intenso ritmo de ações para ganharmos tempo e transformarmos Cuiabá numa das mais festivas e eficientes sedes da Copa do Mundo de 2014 na capital e nas cidades do seu entorno. Teremos como ganho ao final da Copa, uma série de equipamentos sociais como um grande complexo esportivo e de eventos no lugar do atual Verdão, capaz de atrair investimentos esportivos e de negócios futuros de todo o país e do mundo. Teremos uma grande reordenação viária e urbanística de Cuiabá, de Várzea Grande e dos municípios vizinhos. Teremos, também, conquistado definitivamente o título de Estado do Pantanal. Aliás, o Pantanal é a terceira marca turística mais lembrada no mundo. Isso representa a possibilidade infinita de eventos futuros debaixo da marca Pantanal. Teremos, seguramente, um aeroporto completamente readequado e modernizado, através da Infraero, e o governo federal deverá anunciar o PAC do Copa do Mundo, que contemplará as sedes dos jogos com programas de investimentos capazes de mudar. Da parte do Governo de Mato Grosso faremos todo o possível para que o Brasil e o mundo não se decepcionem conosco.

Seguramente, o turismo será um dos mais beneficiados durante e depois da Copa, com melhor infra-estrutura hoteleira, de acessos rodoviários, de novos pontos atrativos de turistas e com uma oferta de recursos humanos bem preparados para o turismo que, de outro modo, levaria muito tempo para ser alcançada.

Amanhã, será o Dia D. Escolhidos, todos devemos ir para as ruas festejar a nossa vitória. Certamente, o futuro de Cuiabá e de Mato Grosso serão profundamente transformados positivamente para o futuro. Vamos festejar, rir, cantar, comemorar e nos preparar para a festa da Copa. Aliás, a alma mato-grossense sempre foi festeira. Agora, mais do que nunca, com um motivo como esse que acontece no máximo uma vez em cada século!

Blairo Maggi é governador de Mato Grosso

 

Já somos vencedores (Yuri Jorge Bastos)

Este domingo é um dia muito especial para nós mato-grossenses. De Nassau, capital dos Bahamas, pode chegar até nós uma notícia com o poder de mudar para melhor a realidade de toda a nossa gente. Será um momento histórico.

De fato, transformar Mato Grosso numa das sedes da Copa do Mundo de 2014 é um sonho que acalentamos há mais de um ano e que, uma vez tornado realidade, será uma vitória para comemoramos como se fosse um título mundial. Qualquer que seja o resultado neste domingo, porém, tenha a certeza de que já somos vencedores.

Somos vencedores porque fomos capazes de entregar à FIFA um Plano de Trabalho impecável, elogiado pelos membros daquela entidade e por qualquer pessoa que teve a oportunidade de conhecer um pouco do nosso trabalho.

Somos vencedores porque os políticos de Mato Grosso tiveram a grandeza de deixar as diferenças partidárias de lado para pensar no bem comum.

Somos vencedores porque lutamos sem atacar a honra ou menosprezar os nossos adversários, procurando antes ressaltar as nossas qualidades e oferecer soluções realistas para todos os problemas.

E somos vencedores, enfim, porque liderados pelo governador Blairo Maggi, tivemos a coragem de sair às ruas para dizer que encaramos este e qualquer outro desafio, não importa o tamanho. Temos vocação para o desafio, para o trabalho duro que gera resultados.

Você que, assim como eu, nasceu em Mato Grosso, ou você que tenha vindo para cá em busca das inúmeras oportunidades que o nosso estado oferece, pode se sentir orgulhoso de viver nesta terra abençoada por Deus. Não tenha receio de declarar: “Eu sou mato-grossense!”.

Pois nós lutamos bravamente, fizemos tudo o que podíamos ter feito e, venha ou não a Copa, ainda temos muito o que mostrar ao mundo, sobretudo aquilo que temos de melhor: o valor de nossa gente.

* YURI BASTOS JORGE é secretário de Estado de Turismo de Mato Grosso e presidente do Comitê Pró-Copa de 2014 em Cuiabá
E-mail: yuribastosjorge@hotmail.com

 

Sou garra, sou Cuiabá, sou Pantanal... Sou COPA 2014 (Josemar Xavier Dorilêo)


Árduo trabalho é o rumo pela qual a cultura cuiabana precisa tomar para destacar-se com a firmeza perante os diversos que tentam tirar a sua importância.
Conhecer a cultura do próximo é o primeiro passo para aceitar seus valores, suas raízes e suas mais diversas manifestações culturais.
A terra, as artes, o sotaque, a culinária, a música refletem algo único e de muita importância para o “ser cuiabano”.
Para efeito de esclarecimento para os que não conhecem nossas tradições e que nos criticam, o cuiabano é um forte. Em tempos remotos, foi este que se viu isolado de tudo e de todos, alimentando-se até de ratos e sendo constantemente atacados por índios. É justamente em virtude do contato do branco colonizador com tais, que se origina o “cuiabanês”.
Desta terá se extraiu toneladas de ouro, mas esse metal não era infinito e com o esgotamento das jazidas a partir da segunda metade do século XVIII, junto com as severas normas de fiscalização, e a criação em Vila Bela da Santíssima Trindade, provocam a evasão em massa da população, ocasionando séria crise. Nesse momento, seus habitantes se viam isolados de tudo e de todos, se alimentando até de ratos. Todo um aparato mínimo para a sobrevivência, só chegavam a cada seis meses ou ocasionalmente. Criou-se em razão do isolamento uma raiz própria, originando um povo altivo, determinado - muitos até grandes líderes nacionais - com particularidades únicas não encontradas nas demais regiões brasileiras. O que a salvou dessa situação, foi sua privilegiada posição à margem do Rio Cuiabá que garantia a comunicação com a região do Pantanal, lugar este de grandes criações de gado bovino.
Contra a ofensiva paraguaia, lutaram bravamente. Nesse período, fora castigada por uma epidemia de varíola, matando quase 30% de seus habitantes. Mas você se reergueu, enterrou seus mortos e voltou a viver. Essa garra e determinação da cidade, do Mato Grosso e de seus filhos são demonstradas na imensa quantidade de cuiabanos e matogrossenses que se destacaram no cenário regional e até nacional, tais como: Marechal Eurico Gaspar Dutra, Rondon, Roberto Campos, Filinto Müller, Dante de Oliveira, Manoel de Barros, Maria de Arruda Müller, Generoso Ponce, André Augusto de Pádua Fleury, Anísio Botelho, Antônio de Cerqueira Caldas, Caetano Manuel de Faria e Albuquerque, Francisco Antônio Pimenta Bueno, Francisco de Aquino Correia, Generoso Alves de Siqueira, Guy de Mesquita, Ivan de Albuquerque, João Carlos Pereira Leite, Joaquim Duarte Murtinho, José Maria Metello, Plínio Pitaluga, Agostinho José de Sousa Lima e Manuel Cavalcanti Proença, além dos milhares de anônimos que muito contribuíram para a nossa formação.
Agora, com a clara descrição da determinação, da garra e da força deste povo que se viu isolado, criou sua própria identidade, lidou e lida com as adversidades de seu clima e da sua natureza e que renasceu das cinzas como a mitológica ave Fênix, cabe a certos nos respeitar, pois a Cuiabá continuará sempre sendo a cidade de um povo alegre, generoso, altivo e que não tolera manifestações infames contra suas raízes.
Mas de uma forma sutil, ela responda aos quem a agride, não agindo da mesma forma e sim se preparando para um surto de crescimento, que pode vir com a implantação de cinco mega-projetos: a ligação ferroviária com o porto de Santos, a conclusão e a pavimentação da rodovia Cuiabá-Santarém, a saída rodoviária para o Oceano Pacífico, a Hidrovia do Paraguai e o gasoduto Brasil-Bolívia. Concluídos esses projetos, a nossa terra-mãe, aquela que se viu isolada, poderá tornar-se um dos grandes centros de transportes e de ligação do continente.
E, a guinada principal para alavancar definitivamente a economia cuiabana e matogrossense, será esta cidade ser escolhida como uma das sedes da copa em 2014. Resta com tudo aos seus atuais governantes saberem aplicar tais frutos desses possíveis mega-projetos em melhorias sociais ao povo cuiabano. Cuiabá, de um passado de crises e de isolamento, será a cidade pólo do oeste brasileiro do século XXI.
Sou um cuiabano... filho, neto e bisneto de cuiabanos. Estudei e recebi toda a minha educação em colégios e por professores cuiabanos... e distante de você, com meu cuiabanês, sou articulista e leciono em casas preparatórias para concursos públicos em Salvador – Bahia. E é este cuiabano, um nativo dessa terra maravilhosa, rica, hospitaleira e tão quente quanto ao calor do seu povo que te parabeniza. Salve as grandes e tradicionais famílias cuiabanas, o cururu, o siriri, o guaraná ralado, a rede de dormir, o rasqueado, a sombra das mangueiras, o jogo de bozó e de truco, o pintado, as suas praças e becos, suas igrejas, São Benedito, Festa do Divino, o calor, o Rio Cuiabá, o Pantanal...Salve Cuiabá.
Me orgulho de ser um cuiabano. Distante, estou na torcida e acredito que Cuiabá será umas das sedes da copa de 2014. Tudo o que depender de mim, estarei a disposição para poder ajudar a cidade verde nessa batalha. Nossa cultura, nossa diversidade será muito bem mostrado para o mundo, assim como mostro e com orgulho tudo isso aqui na Bahia. Um abraço aos meus conterrâneos e até amanhã, dia 31 com a divulgação pela FIFA das cidades que sediarão os jogos.
Saudades, sorte e muita prosperidade econômica e social.
Parabéns terra-mãe.

Saudações do seu filho,
Prof. e articulista Josemar Xavier Dorilêo

 

Cuiabá, o Pantanal na Copa de 2014 (Josemar Xavier Dorilêo)

Árduo foi e é o trabalho para que Cuiabá se destaque com firmeza perante os diversos que tentam tirar a sua importância. Mas a nossa cidade apesar desses impasses, consegue mostrar seus valores, suas raízes e suas mais diversas manifestações culturais.
A terra, as artes, o sotaque, a culinária, a música refletem algo único e de muita importância para o “ser cuiabano”. Somos assim, altivos e hospitaleiros, fortes e guerreiros como os guanás, bororos, entre outros - mas ariscos e determinados para ir atrás do que for preciso para termos um espaço, um reconhecimento entre as demais cidades brasileiras.
Essa busca foi recompensada ontem, dia 31 de maio com a escolha dessa como sendo uma das sub-sedes da Copa de 2014. Esse povo hoje está em festa, a cidade comemora a grande conquista.
Para chegarmos a tal feito, não se pode parabenizar apenas a um ou outro cidadão da nossa atualidade, devemos sim, rendermos aos primeiros cuiabanos - que mediante a tanta dificuldade enfrentada em tempos remotos, onde esta estava totalmente isolada das demais, souberam manter a nossa raça, a nossa raiz e as nossas tradições. Solidificaram um povo, uma cidade moderna que está prestes a se despontar como uma grande metrópole da região oeste do Brasil. Para darmos continuidade a esse processo, de desenvolvimento e de prosperidade, muito trabalho teremos pela frente. Obstáculos surgirão, mas com determinação, organização e paciência, há essa cidade de conseguir.
Dos nossos governantes cobrarei sem cessar, por atitude, coragem e obras, estas não só para beneficiar poucos, e sim tais tem que serem firmadas para que toda a população saia contemplada, através das melhorias das nossas vias de transporte, segurança e principalmente educação. Ao governador - Blairo Maggi, aos nossos senadores - Serys Slhessarenko, Jaime Campos e Gilberto Goellner, ao nosso prefeito - Wilson Santos, ao nosso secretário de Desenvolvimento do Turismo (Sedtur-MT) - Yuri Bastos Jorge, aos deputados estaduais e federais, cabem a todos se unirem e deixarem as diferenças e interesses particulares de lado, e terem em mente que o importante é Cuiabá, é Mato Grosso. Afirmo algo que com certeza todos tem em mente:
“ Um povo só é forte e se destaca entre outros, quando este possui educação de boa qualidade e conhece e preserva a sua própria cultura “.
Como todos já sabem, é agora, mais que nunca, chegada a hora de colocar tudo isso em prática e dar um basta às incompetências, jogadas políticas, burocracia, e tudo mais que serve de obstáculos ao nosso desenvolvimento.
Quero ver minha cidade nas mãos de quem estiver nela em 2014, com os melhores índices de IDH, alfabetização, renda per capita, expectativa de vida, entre tantas que possam realmente fazer valer a pena morar e de ser com orgulho, um cuiabano.
Trabalho haverá para chegarmos a estruturar todo um aparato voltado para a realização dos jogos. O dinheiro virá através de recursos obtidos com o governo federal e iniciativa privada. Teremos muito dinheiro, por isso, saibam senhores representantes lidar com esse montante da forma mais justa, para que Cuiabá cresça economicamente e socialmente, eis meu maior interesse.
Repito sempre:
Sou um cuiabano... filho, neto e bisneto de cuiabanos. Estudei e recebi toda a minha educação em colégios e por professores cuiabanos... e distante de você, com meu cuiabanês, sou articulista e leciono em casas preparatórias para concursos públicos em Salvador – Bahia. E é este cuiabano, um nativo dessa terra maravilhosa, rica, hospitaleira e tão quente quanto ao calor do seu povo que te parabeniza. Salve as grandes e tradicionais famílias cuiabanas, o cururu, o siriri, o guaraná ralado, a rede de dormir, o rasqueado, a sombra das mangueiras, o jogo de bozó e de truco, o pintado, as suas praças e becos, suas igrejas, São Benedito, Festa do Divino, o calor, o Rio Cuiabá, o Pantanal...Salve Cuiabá.
Me orgulho de ser um cuiabano. Distante, estive na torcida e emocionei-me ao saber que a minha terra-mãe Cuiabá foi uma das escolhidas para sediar os jogos da copa de 2014. Tudo o que depender de mim, estarei à disposição para poder ajudar a cidade verde nessa batalha. Nossa cultura, nossa diversidade será muito bem mostrado para o mundo, assim como mostro e com orgulho tudo isso aqui na Bahia. Um abraço aos meus conterrâneos.
Saudades, sorte e muita prosperidade econômica e social.
Parabéns terra-mãe.
Saudações do seu filho,

Prof. e articulista Josemar Xavier Dorilêo
e-mail: josemardorileo@yahoo.com.br

 

O mundo se encantará com Mato Grosso (Wemes Pereira Leite)

Parabéns Cuiabá, pois o grande anúncio foi divulgado nas Bahamas, no dia 31/05/2009 e o que todos os MATOGROSSENSES esperavam, realmente foi confirmado. A Capital do Mato Grosso será palco de grandes jogos da copa de 2014. Fato esse que os nossos concorrentes não queriam em hipótese alguma. Como se não bastasse, além de não reconhecerem nosso mérito, ainda ficam menosprezando a credibilidade do nosso Mato Grosso com justificativas primitivas. Não aceitam o que foi imposto pela FIFA e será imposto pelos bons projetos que a nossa Capital oferece para sediar os jogos.

Posso dizer que uma das piores injustiças do adversário é não saber reconhecer o mérito do vencedor. Precisam afinal de contas, ter a humildade diante desse grande potencial econômico que é o território Matogrossense – que tem tudo a seu favor, clima, vegetação e sem falar na proporção de terras que esse Estado dispõe – diante dos demais.

Mato Grosso, atualmente é uma referência mundial na exportação de carne bovina, produção de soja, algodão entre outras produções e ainda temos que ouvir que Goiás e MS são melhores que Mato Grosso. Acho que não é bem assim, cada um tem que se colocar do seu devido lugar e explorar aquilo que melhor lhe for propício, e isso MT tem de sobra. Se a nossa Capital foi a escolhida, deixem nós fazermos com as nossas habilidades e credibilidades uma COPA, pois todos terão a oportunidade de virem assistir aos jogos com os Cuiabanos e todos os Matogrossenses mas mais diversas áreas desse Estado, pois MT está localizado no Coração do Brasil e tem lugar para todos. Quem é imigrante de outros Estados e até mesmo de outros países, sabem do que estou falando.

Aqui existe a cordialidade em cada lar, em cada sociedade e em cada cidade de norte a sul de leste ao oeste do estado. Sou Matogrossense de SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA – MT que fica ao nordeste do MT, à beira de um dos rios mais importantes desse Brasil - O ARAGUAIA, e honro de mais da conta sô, essa terra, como diz o mineirinho. Brincadeira mineiro! Essas são as minhas palavras de coração e devem servir não só para vocês GO e MS, para toda à nação. Voltando a copa, tenho certeza absoluta que o mundo vai ficar encantado com Mato Grosso, pois é um verdadeiro paraíso.

Agora não devemos esquecer que tudo que é bom dura pouco e precisa ser preservado. Nós temos cerrado, florestas e o pantanal - além de cachoeiras, praias de água doce, rios, enfim não dar para mencionar o quão maravilho é o Mato Grosso. Mais uma vez e agora é só trabalharmos juntos nessa carreta juntamente com as demais Sedes para vermos uma das melhores copas do mundo de todos os tempos no Brasil. Obs: nem vou falar da estrutura do SITE, pois é uma perfeição. Meu muito obrigado e a todos o meu cordial abraço em todos os filhos de Mato Grosso e de outras localidades também.]

Sem mais, Wemes Pereira Leite

De Alma lavada (Alfredo da Mota Menezes)

O fato mais importante da definição de Cuiabá como uma das sedes da Copa é que a autoestima das pessoas que moram nesta cidade irá para as grimpas. Se a autoestima está no alto, o resto vem atrás. Imagine como estaria agora essa autoestima se a cidade fosse suplantada por Campo Grande.

Lembro de uma longa matéria da revista Veja de setembro de 1999 comparando Mato Grosso e o Mato Grosso do Sul, um paralelo em população, arrecadação e produção agrícola entre os dois estados de 1979, ano de divisão, até aquela data. Na época da divisão tudo era maior e melhor na parte que se separava. Vinte anos depois, aqui já ganhava de tudo do antigo sul do estado. Como um dos entrevistados da revista disse que o "patinho feio está virando cisne".

Aquela matéria foi um bálsamo para o cuiabano. Parece que era o que faltava para, depois de tantos anos, a gente daqui soltar aquele grito amarrado na garganta desde a divisão. Agora a definição de Cuiabá como uma das sedes da Copa numa disputa com Campo Grande é talvez o último fato para enterrar de vez essa antiga a agora desnecessária disputa.

Fala-se em bilhões de investimentos, que seja metade do que se fala, mesmo assim é uma montanha de dinheiro praticamente centrado na capital em obras da iniciativa privada e dos governos. Frente a isso, um empreiteiro de obras públicas me disse que está preocupado com o que virá pela frente.

Diz que hoje Cuiabá já tem dificuldades em encontrar carpinteiros, encanadores, engenheiros, gente especializada para obras. Com os investimentos que devem vir vai faltar mão-de-obra. Brinquei com ele dizendo que seria interessante, a partir do ano que vem, colocar alguns outdoors em Campo Grande na busca de mão-de-obra para trabalhar em Cuiabá. Seria a pá de cal na antiga disputa entre as duas cidades.

Na política, a definição de Cuiabá na Copa ainda vai gerar muitos comentários. Yuri Bastos se elege deputado estadual? Blairo Maggi tem força agora na Baixada Cuiabana para dar respaldo forte a uma candidatura ao governo em 2010? Wilson Santos fica na prefeitura, apesar da pressão de seu partido para que saia candidato a governador? Vai abandonar a prefeitura em abril de 2010 e deixar para o vice, Chico Galindo, ficar com a glória dos investimentos até 2012?

Já imaginou como vai ser a disputa para governador no ano que vem? Quem ganhar será o governador da Copa, fica até janeiro de 2015. Imaginou também como será a disputa para a prefeitura em 2012? O prefeito que ganhar será o da Copa em 2014.

Por falar em políticos, apareceu alguém da Fifa numa entrevista e mandou um recado para as cidades que vão sediar a Copa: o trabalho maior começa agora. Tem etapas a serem cumpridas, se não cumprir pode até perder o que se conseguiu. Seria um desastre se acontecesse. A autoestima local iria para o chinelo. A classe política, que hoje está faturando prestígio com a escolha de Cuiabá, seria fuzilada na rua se ocorresse dessa cidade ser substituída por outra

Alfredo da Mota Menezes

 

Cuiabá e a Copa de 2014 (Renato Gorski)

Que bom que entre as doze cidades contempladas, Cuiabá faz parte deste grande time. A eficiência na articulação política do Governador Blairo Maggi e das lideranças de Mato Grosso contribuíram sensivelmente para vitória. As cidades que se candidataram, todas teriam condições de serem sub-sedes, pois todas têm ajustes estruturais para serem feitos. Mas como Cuiabá foi eleita, melhor para o Estado de Mato Grosso e sua população. Picuinhas com os políticos de Campo Grande não levam a nada. Diga-se de passagem, que os investimentos da fábrica de fertilizantes da Petrobrás ainda não foram definidos pelo governo federal e MS tem reivindicado essa prioridade, se vier para MT estes investimentos, seria melhor ainda.

Cuiabá e Várzea Grande que receberão a maior parte do aporte dos investimentos em Mato Grosso para o evento capital de 2014, tem muitos pontos a que precisam de ajustes que foram deixados para trás pelos seus prefeitos nos últimos 16 a 20 anos. A Copa é fundamental para Mato Grosso, mas com copa e sem copa, Cuiabá e Várzea Grande precisam de investimentos maciços na infra-estrutura: Asfalto, saneamento, melhoria da engenharia de transito, saúde, educação e segurança. A falta de viadutos nas marginais e avenidas de Cuiabá e Várzea dificultam o transito na hora de pico. Várzea Grande ainda não tem uma rodoviária estruturada, faltam passarelas de segurança no transito tanto lá como aqui em Cuiabá. A falta de recursos para investimentos, mas principalmente a falta de uma gestão de com ótica de investimentos nos últimos quatro mandatos de prefeito das duas cidades mais importantes de Mato Grosso, foi fatal para a sociedade que paga o pato e sente os reflexos. Toda ingerência e ou eventual incompetência será compensada pela milagrosa vinda dos R$ 5 bilhões de reais, e se faltar competência para os prefeitos de plantão, o comitê pró-copa vai patrolar; por que as obras e as mudanças têm que acontecer a tempo.

Está sendo muito bom para Cuiabá e a cidade irmã de Várzea Grande; os ânimos dos cidadãos, as perspectivas de negócios em várias áreas foram incrementadas, as expectativas são boas para o ramo imobiliário e outros. É muito bom ser sub-sede da Copa de 2014.

Por outro lado, circulou uma notícia que está sendo planejado a demolição do Estádio Verdão ou Governador José Frageli de 33 anos, dentro de três meses. Na condição de economista e com tantas áreas disponíveis em Cuiabá, em nível de prefeitura e de governo estadual, encaramos como um grande desperdício a demolição do Estádio Verdao. Com a construção de um novo estádio, pode-se encontrar uma localização até melhor que a do bairro Verdão em termos de fluxo de transito, por que em data de eventos no Ginásio Aecim Tocantins e no próprio Verdão o transito fica difícil na região. O Estádio Verdão poderia continuar sendo utilizado normalmente enquanto se constrói o novo Estádio da capital, permitindo que o campeonato mato-grossense não seja prejudicado e não se jogue fora o dinheiro que saiu do erário público para construção deste Estádio, e sim permaneça como mais uma opção para a sociedade cuiabana e mato-grossense. O Verdão está em tão boas condições que foi cogitado trazer uma partida de futebol da copa libertadores da América para cá “numa eventual despedida”. Isso é um atestado que a obra não precisa ser extirpada, apenas precisa-se de um
novo local – que não vai tirar o brilho dos preparativos para Copa de 2014.

Demolir o verdão significa desperdício de dinheiro público que foi gasto para a construção deste local. Vai se ter gastos, primeiro para demolição, depois para retirada dos escombros, e o que vai se aproveitar apenas a parte do gramado. Principalmente Blairo Maggi um homem de visão empresarial, não pode deixar acontecer isso. Está previsto a vinda de muito dinheiro, que precisa planejamento, cabeça fria e sabedoria para sabe-lo aplica-lo.

Renato Gorski, Economista e Jornalista – Consultor Empresarial na área
de projetos econômicos rgorski17@hotmail.com

 

A Copa e o desafio do trânsito (Sílvio Furtado de Mendonça Filho)


Cuiabá tem um grande desafio pela frente, se preparar para a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Fomos escolhidos como cidade sede. Ótimo! Agora é hora de trabalhar. Governos do Estado e município têm que estar em sintonia para a execução e concretização das obras que virão nos próximos anos. A grande dificuldade será a acessibilidade, a mobilidade urbana, ou seja, o trânsito. A maior parte de nossa malha viária é antiga, composta de ruas estreitas e sinuosas. Precisamos de alternativas de acesso aos extremos da cidade para evitar a lentidão e congestionamentos, para garantir fluidez inclusive nos horários de pico.

Grandes obras estão projetadas, restaurações, duplicação de vias, alongamento de faixas, construção e reforma de viadutos, construção de trincheiras, construção e reforma de pontes e até duplicação de rodovias, como os acessos a Chapada dos Guimarães, Lago de Manso, Nobres, Poconé e Rondonópolis. Também precisamos de alternativas de estacionamento na área central. E o estacionamento rotativo, como será? O atual e arcaico projeto faixa-verde ou os modernos parquímetros? Voto pelos parquímetros, pois são utilizados no mundo todo e os turistas saberiam lidar com eles facilmente.

Além disso, precisamos de uma sinalização horizontal e vertical de qualidade, nos moldes do manual brasileiro de sinalização de trânsito. Como teremos muitos visitantes estrangeiros, a sinalização vertical precisa ter informações em língua inglesa, pelo menos. Placas de advertência, de informações complementares, de identificação de logradouros, indicativas de sentidos e principalmente placas educativas e de informações turísticas.

E a fiscalização no trânsito, como será? O uso de equipamentos de fiscalização eletrônica contribui muito para a segurança no trânsito, diminuindo a freqüência e gravidade dos acidentes. Os países europeus e os Estados unidos, principalmente, todos tem fiscalização eletrônica. E no Brasil, Cuiabá é a única capital que não possui este sistema.

Sabemos que Cuiabá teve uma experiência infeliz entre os anos de 1998 e 2002, com a instalação da fiscalização eletrônica eivada de irregularidades. Porém estamos em outra época, os procedimentos de licitação são transparentes e o funcionamento dos aparelhos só se dá após aferição do Inmetro conforme determina resolução do Contran (Conselho Nacional de Trânsito). E a Fifa provavelmente exigirá uma postura firme do município em relação á fiscalização no trânsito. Então, que a prefeitura instale os aparelhos o quanto antes. O Movimento Paz no Trânsito agradece. Será bem vindo!

É muito trabalho, a tarefa á árdua e dias difíceis virão, teremos muitos problemas causados pelas obras, transtornos no trânsito, problemas com as desapropriações... Mas Cuiabá vencerá todas as dificuldades e com certeza faremos muito bonito como cidade sede da Copa do Mundo de Futebol.

Sílvio Furtado de Mendonça Filho é funcionário público municipal, bacharel em Ciências Econômicas e pós-graduado em Gestão Pública. E-mail: silviomendonca@yahoo.com.br

 

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (João Vieira)


A redivisão territorial do Brasil sempre foi e será tema em aberto, recorrente, no fluir das décadas, senão mesmo séculos! De minha parte tive a oportunidade, histórica, de participar, com alguma atuação, do desmembramento de Mato Grosso para fazer a nova unidade federativa Mato Grosso do Sul. Valeu a pena, porquanto a alma foi grande e os resultados incomensuráveis. Principalmente porque não de todo ainda completados. Fechados.

Talvez agora com o episódio da "Copa do Pantanal", Mato Grosso do Sul ponha-se de pé de vez, para aperceber-se pleno e grandioso. Orgulhoso de sua importância no domínio prático e sua projeção transcendente no que diz respeito à nacionalidade - querendo significar ou resumir - brasilidade! Ciente e certo das palpáveis potencialidades e determinado a seguir na senda de um futuro promissor e mágico! E por que não?

A região sul do Mato Grosso indiviso era a que conferia singularidade e autenticidade ao Grande Mato Grosso. A que fazia a diferença - o Mato Grosso da Seriema dos seus campos limpos (do capim-barba-de-bode), dos cerradões e dos pantanais. Mato Grosso legendário da fronteira bem viva (viva-fronteira-viva), mágica e romântica; heróica e guerreira. E sobremaneira musical...

O Mato Grosso dos vazios intermináveis e que hoje, agricultados, fazem de MS celeiro por excelência. O Mato Grosso pantaneiro - de um vazião onde não se podia "passar régua" (Manoel de Barros) e que representa, em verdade, o tradicional, o antigo por oposição ao Mato Grosso remanescente e refundado, que paradoxalmente ficara sendo o novo ou inovado! E que, de sua vez, cumpre garbosamente, proficientemente, sua destinação - não menos excelsa - como sempre foi, de pródiga área fontal de matérias-primas, agora as "commodities" - como queira - oriundas de seus imensos (e misteriosos) espaços férteis, repartidos, estes, nos três ecossistemas básicos: Pantanal, Cerrado e Mata Amazônica.

Ecossistemas tais, diga-se, onde não cabe (de jeito nenhum), detentores de troféus do gênero "motosserra-de-ouro". E que, por isso mesmo, Maggi-governador, sabiamente, inteligentemente e por conta e risco, correu para o lado que quer ser em especial preservacionista. Ecologicamente correto. Falamos aqui, explique-se, das hostes políticas e governamentais de Lula da Silva, a que Blairo Maggi, num gesto inesperado e, queremos crer, acertado, aderiu.

Voltando a Mato Grosso do Sul, proclamado que fora, ao nascer, verdadeiro "cheque-ao-portador", cumpre insistir na representação de marca simbólica para Mato Grosso como um todo - o que para efeito externo continua valendo. Explico: a entidade "mato grosso" seja o velho estado continental, indiviso, ou como se acha na atualidade, repartido nas duas unidades federativas (Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), continua espelhando o marco diferencial: os pantanais, a paisagem do sem-fim, romântica e épica (guerreira); ou, mais realisticamente, violenta! Entretanto viva e sobremodo musical - reafirme-se. E tem-se de acrescentar, por justiça e oportunidade - produtiva...

E daí que, não faz sentido a polêmica e/ou propositura de troca de nome para Estado do Pantanal, ou outra exagerança, tal como não vingara a denominação de Estado de Campo Grande, da era em que foi perpetrada a divisão.

Resta um adendo esclarecedor ou registro: o de que o Pantanal sempre fora polarizado e referido por sua "capital", a cidade propriamente pantaneira que é Corumbá. E que estendia sua influência, ou polarização ao Pantanal do Mato Grosso, por assim dizer, "cuiabano". Porém, em última ou derradeira análise, Corumbá era, de sua vez, polarizada por Cuiabá - com a qual tinha expressa ligação hidroviária e real articulação administrativa, cultural e sentimental.

Concluiremos o depoimento-reflexão, não sem antes deixar consignado que Cuiabá, já quase tricentenária, é célula urbana matricial, originante de todo o Mato Grosso (os). E que tem igualmente o seu quinhão de pantanal (e que quinhão)! Além do que a velha e barroca Cuiabá, de funções inovadas, hoje polariza o novo; o dinâmico, plural e ciclópico! Hercúlio ou gigantesco - pelos seus vastos ecossistemas a serem submetidos, domesticados ou simplesmente preservados. Assim, a cidade-sede da Copa de 2014 haveria mesmo de ser cuiabana - de "tchapa e cruz".

João Vieira é professor do Departamento de Sociologia da UFMT (aposentado), igualmente teve participação na instalação da UFMS. E-mail: joaovieira01@pop.com.br

 

Preocupações (Alfredo da Mota Menezes)


Pelo que se ouve, Cuiabá deve sofrer grande transformação por causa da Copa de 2014. Fala-se em construções de avenidas, estádios multiusos, hotéis, trens de superfície, um mundaréu de coisas. Tem um assunto, aparentemente pequeno, que ninguém ainda deu bola. Ele, porém, tem um terrível poder de destruição da imagem de uma cidade e região.

Como se vai combater o mosquito da dengue? Já imaginou durante a Copa um turista europeu cair de cama ou, pior, até morrer por causa de um troço desses? A notícia espalhando pelo outro Brasil e a Europa mataria qualquer esforço local feito em anos para vender outra imagem da cidade.

Serão somente trinta dias de Copa. Ela é mais importante para a economia e o turismo pelo que virá depois dos jogos se for feita a lição de casa completa e não pela metade. Ela deve abrir as portas para um turismo regional mais robusto por muitos anos e não somente no ano da Copa.

A Copa é apenas o início dessa transformação turística que deve gerar muitos empregos no futuro. Um pequeno mosquito pode atrapalhar todo o trabalho para se chegar a esse objetivo. Nem estou falando em surto maior da dengue, daquele que faria o turista estrangeiro correr da cidade só de ver o carro do fumacê passar jogando veneno para todo lado. Falo da dengue que acontece na cidade entra ano e sai ano.

Para combater esse mal se vão cobrir os córregos-esgotos que cortam a cidade? O saneamento atual e futuro será suficiente para acabar com o diabo do mosquito? Como é que se vai conscientizar a população de que se ela não colaborar esse mal vai estar sempre com a cidade, incluindo o ano da Copa? Até hoje, com massiva propaganda, não se teve apoio da maior parte da população. Será que com o mote da Copa esse comportamento mudaria?

Um assunto como esse talvez merecesse mais atenção dos envolvidos com a Copa do que as conversas sobre tantos e supostos investimentos. Nesses todo mundo quer botar o dedo ou deixar o carimbo. Do outro será que vai aparecer nomes para assumir a paternidade? Vai ter gente se escondendo até debaixo da cama para não ficar com esse abacaxi.

Carlos Minc anda dizendo que tem gente em MT querendo plantar cana e produzir etanol na Bacia do Alto Paraguai, na região que os rios vão para o Pantanal. Se ocorrer, contamina a venda do etanol brasileiro para o exterior.

Não dá para o governo mandar uma proposta para a Assembléia Legislativa proibindo essa suposta intenção e definindo onde se pode plantar cana no estado? Tem que esperar o zoneamento agroambiental? Com eleição pela frente não acho que ele termine tão cedo.

O que fazer com os produtores de cana e das usinas de álcool hoje existentes no entorno do Pantanal? Venderiam álcool só internamente. O estado tem tantos outros lugares para a cana e produção de álcool. Daí se exportaria.

Não se pode brincar com um assunto desse porte. É outro caso que, como a dengue em Cuiabá na Copa, pode pintar uma imagem negativa do estado.

Alfredo da Mota Menezes escreve em A Gazeta às terças, quintas e aos domingos. E-mail: pox@terra.com.br; Site: www.alfredomenezes.com

 

O asteróide "Verdão" (Oliveira Júnior)


Astrofísicos anunciaram esta semana que estão acompanhando com muita atenção a evolução de um asteróide de 1,2 quilômetro e 2,6 bilhões de toneladas que poderá se chocar com a Terra no dia 21 de março de 2014 - ano da Copa do Mundo no Brasil e em Cuiabá. O asteróide denominado 2003 QQ47 é dez vezes menor que o meteoro que, acredita-se, levou à morte dos dinossauros há 65 milhões de anos, mas bem que poderia ser chamado de "Asteróide Verdão". A possibilidade de colisão é relativamente pequena - de 1 para 909 mil -, mas existe. Conforme o site da BBC Brasil, o asteróide se aproxima da Terra a uma velocidade de cerca de 32 quilômetros por segundo e teria capacidade para devastar um continente inteiro. O que é certo, no entanto, é a desaprovação da torcida cuiabana quanto ao novo estádio de Cuiabá para a Copa.

Os vários sites da Capital repercutiram o assunto, tendo centenas de e-mails, reprovando a maquete apresentada esta semana à imprensa. Alguns poucos jornais comentaram a alteração do projeto, que transformou o belo e moderno projeto anterior numa arena "multiuso" que não agradou a múltiplas autoridades, inclusive membros do próprio Comitê da Copa, que, por razões óbvias, preferiram não confirmar suas impressões publicamente.

Errou o Comitê - na época "Pró-Copa" - ao anunciar que o projeto anterior custaria entre R$ 350 e R$ 400 milhões. O último, com quatro pontos cegos, apresentado na última quarta-feira, vai custar R$ 430 milhões. Ora, ao dispensar o primeiro projeto, considerando que ele tinha um alto custo de execução, por que o segundo, a ser construído exclusivamente com material nacional, vai ficar mais caro?

Outra questão que ninguém engoliu: Se o novo estádio, chamado pelo Comitê, de "Arena", não vai mais ser erguido sobre o Verdão, por que demolir o Verdão ? Não seria possível manter o velho estádio José Fragelli como um centro de excelência em esportes olímpicos, como atletismo, por exemplo ? O Mangueirão, de Belém-PA - melhor estádio do Brasil na atualidade - tanto em funcionalidade quanto em arquitetura, possui a melhor pista de atletismo do Brasil. Por "sorte" não foi destruída, como exigia a Fifa, pois a cidade perdeu a disputa para Manaus. Em 1998, na Copa da França, apenas o "Stade de France", em Saint Dennis, foi erguido para o Mundial. Mas lá estavam também os velhos palcos do "Parc des Princes", no centro de Paris e o antigo estádio de Marselha. Há duas semanas tive o privilégio de conhecer detalhadamente os 17 projetos das cidades candidatas ao posto de anfitriãs, nas Bahamas, durante o Congresso da Fifa. O de Cuiabá era um dos mais funcionais e belos.

A Copa vai passar por nós como um cometa. Os emissários da Fifa e as delegações estrangeiras vão embora em julho de 2014, mas a Arena vai ficar ali, ao lado do "Montanha Russa", podendo até, pasmem, ser utilizada para feiras agropecuárias. Dá pra acreditar?

Diferente do asteróide que pode cair na Terra em 2014, não estou sozinho...

Oliveira Júnior é jornalista em Cuiabá e editor de Esportes de A Gazeta

 

Brasil 2014, a Copa das PPPs (Igor Furniel)

Com o anúncio das 12 cidades-sede para a Copa do Mundo de 2014, começa uma corrida contra o tempo no Brasil. Temos menos que cinco anos para deixarmos todos os municípios preparados para receber milhões de torcedores (e turistas, ora pois). Vale lembrar que as obras fundamentais precisam estar prontas um ano antes, em 2013, para recebermos a Copa das Confederações. Pode parecer muito tempo, mas não é.

Diversas entidades, como o Sinaenco (Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva), alertam há tempos para a necessidade urgente de investimentos rápidos. Estudo da Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústria de Base) indica que serão aplicados R$ 110 bilhões no país nos próximos anos. E a demora em anunciar as cidades escolhidas só atrapalhou o cronograma de obras previstas e necessárias.

Em entrevistas recentes, o ministro das Cidades, Márcio Fortes, indicou que as Parcerias Público-Privadas podem ser uma excelente opção para o Brasil seguir. Segundo Fortes, as PPPs são uma alternativa confiável e com grande potencial de retorno.

Ou seja, mais uma vez estamos diante de uma grande possibilidade de crescimento. Diversos empreendedores citam que as oportunidades aparecem para todos, mas nem todos são capazes de aproveitá-las. Com a Copa, o país irá crescer muito e as PPPs precisam estar na pauta dos principais governantes. Elas, sem dúvida, serão imprescindíveis para o correto andamento das obras as quais serão muitas e diversas.

Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo foram as escolhidas. Nos próximos anos, milhões de reais em investimentos serão direcionados para elas, seja por iniciativa Federal (por vários caminhos, como orçamentos de ministérios e BNDES), seja pela iniciativa privada.

Aliás, o próprio governo já adiantou que existe um PAC da Copa engatilhado. A capital mato-grossense, por exemplo, apontada como uma das piores em infra-estrutura, já tem garantido R$ 1 bilhão.

Carências logísticas, problemas de saneamento básico, infra-estrutura hoteleira reduzida, construção de novas e modernas arenas. Não faltarão direcionamentos para os investimentos. Por isso os empresários dos mais variados setores precisam estar atentos a tudo que vai acontecer. Novos negócios certamente surgirão, e precisamos estar preparados para atendê-los.

Igor Furniel é diretor-executivo da Actuale, especializada em viabilizar contratos de PPPs.

 

Construir sim, implodir, nunca! (Agripino Bonilha Filho)

Antes de assumir as novas funções na Prefeitura de Cuiabá, onde, na condição de secretário extraordinário para Assuntos da Copa do Mundo, envidaremos todos os esforços para expressar o desejo e a preocupação do prefeito Wilson Santos de emprestar total e irrestrita colaboração ao governo Blairo Maggi, grande líder e condutor de todo o processo da Copa do Mundo, desejo, como cidadão, externar minha opinião a respeito de um dos maiores desafios de Mato Grosso: a construção do novo estádio de futebol.
Se faz necessário lembrar, desde já (e rever aspectos históricos é sempre importante para se entender o presente), que o governador José Fragelli, em volta de uma comoção emocional da população, construiu um novo estádio de futebol, investindo, em valores atuais, em torno de duzentos e cinqüenta milhões de reais. No mesmo local o governador Blairo Maggi construiu o Ginásio de Esportes Aecim Tocantins de maneira primorosa, com investimentos também superiores a duzentos milhões de reais.
Voltando ao presente, é sabido que no mesmo local o governo do Estado está construindo uma piscina olímpica, dotada de arquibancadas e de todos os aparatos necessários para permitir a realização de grandes competições e desenvolvimento dessa atividade esportiva.
Como para fazer frente às exigências da Fifa se faz necessária a construção de um novo estádio de futebol de múltiplo uso, tecnicamente moderno e com capacidade mínima de quarenta mil espectadores, fica a questão: onde construí-lo?
Participei semana passada, como convidado do prefeito Wilson Santos e já na condição de futuro secretário extraordinário, de reunião no Rio de Janeiro promovida pela Fifa e CBF, onde a "palavra de ordem" era que toda cidade-sede deve cumprir rigorosamente com os prazos das exigências previamente formuladas, principalmente, no nosso caso, a construção do novo estádio, o qual deverá ficar pronto impreterivelmente até dezembro de 2012, não cabendo mais, portanto, em meu entendimento, eventuais divagações e discussões aleatórias sobre o assunto... Tem-se que agir, e rápido.
Sobre isso (a construção de novo estádio), entendo, respeitando opiniões em contrário, que seria mais racional construí-lo no mesmo espaço dos investimentos já realizados, na medida em que se poderá compor, basicamente num mesmo local, um conjunto de obras destinadas às mais diversas modalidades esportivas, formando um verdadeiro Centro Olímpico Desportivo para, inclusive, ser mostrado ao mundo que não estamos só preocupados com o "futebol", mas, sim, com o esporte em geral.
Tenho para mim, portanto, ser muito razoável (porque não dizer "imprescindível") convocar os nossos arquitetos para que os mesmos elaborem projetos que contemplem reformar e transformar o Estádio José Fragelli em um Estádio Olímpico, o que é plenamente possível, incluindo, desde já, instalações para abrigar uma futura Universidade de Educação Física e Desenvolvimento dos Desportos Olímpicos.
Com essas novas construções, formando um composto integrado de arenas desportivas, reduziríamos um pouco os espaços para estacionamentos, problema esse (se é que se pode chamar de "problema" uma pequena redução de vagas de estacionamento em prol da edificação de um moderno e utilizável complexo esportivo) que seria revertido, e eu diria que será plenamente revertido, com a utilização de amplo espaço onde está localizada a feira da prefeitura localizada na Av. Isaac Póvoas, já cedido pelo prefeito para complementar a estruturação de apoio a esse complexo esportivo, que dista menos de dois quilômetros do estádio.
Com a criação da Universidade de cunho desportivo se terá uma utilização permanente e diária de todas as instalações construídas, onde o múltiplo uso exigido pela Fifa seria totalmente contemplado.
Com essa definição e decisão política o governador Blairo Maggi, que já se destacou como grande governador pela sua visão inovadora, e que praticamente foi quem implantou uma filosofia de valorização do turismo em nosso Estado, poderá ser o governo onde renascerá o desporto mato-grossense para as grandes competições, promovendo aos jovens, de forma natural, a oportunidade de uma formação profissional, física e psicossocial longe das atrações dos vícios poucos recomendáveis.
Entendo, com todas as vênias aos que pensam de modo diverso, mas implodir o Verdão para programar lagos artificiais, estacionamentos e áreas de lazer seria uma conduta menos objetiva e menos condizente a uma visão de futuro, o que espero não aconteça.


Agripino Bonilha Filho é secretário nomeado para Assuntos da Copa do Mundo

 

Cuiabá e a Copa 2014 (Augusto Aurélio de Carvalho)


Passada a angústia da espera pela escolha de Cuiabá como uma das sedes da Copa do Mundo, me preocupa, no momento, a selvageria do trânsito com que convivemos em Cuiabá, fator piorado pelo ato demagógico de um deputado que, a pretexto de combater "a indústria das multas" conseguiu se manter no poder até hoje, atacando e conseguindo que fossem retirados os pardais das esquinas, premiando os infratores e contribuindo em muito para a exacerbação da impunidade e da violência no trânsito da nossa cidade . quando o certo seria instituir mecanismos que impedissem as cobranças indevidas.

Chega a Copa, com ela vem o incremento do turismo: vão chegar aqui os europeus, os asiáticos, os americanos - imaginem a sua perplexidade ao presenciar toda a falta de educação dos nossos motoristas - os carros não respeitando os sinais vermelhos, a velocidade acima do permitido, enfim todas as infrações que vemos em cada cruzamento da nossa cidade!

A imprensa fala pouco muito pouco e tenho visto apenas algumas vozes isoladas preocupadas com essa trágica estatística que mutila e mata os nossos jovens.

Já esta na hora de mudarmos estes números! É preciso que os governos, estadual e municipal, as associações, a sociedade, enfim todos juntos achem um caminho para solucionar esta situação, a começar pela punição exemplar de todos os infratores, seguido de uma educação rigorosa para os que estão iniciando a condução de motores.

Cuiabá mereceu ser uma das escolhidas para sediar a Copa, mas deve urgentemente se preparar para ela, e resolver estas loucuras do trânsito caótico daqui deve ser prioridade absoluta para não corrermos o risco de sermos omissos e de até perdermos a indicação.

Desta maneira convoco a todos para que façam a sua parte, que a partir de agora, toda a população de Cuiabá passe a respeitar as leis de trânsito e que os governantes assumam a condição de responsáveis pelas estatísticas negativas que o trânsito da cidade nos oferece e que façam cumprir as leis que já existem, porém não são cobradas, que voltem a instalar imediatamente os pardais na cidade e que os infratores sofram as punições justas passíveis e que possam ser reeducados e aprendam que respeitar as leis é sinal de evolução de um povo, a lei de vantagem ou lei de Gerson é a lei do atraso, do subdesenvolvimento, atitude de terceiro mundo, de um povo retrógrado, que não condiz com quem quer ser sede de uma Copa do Mundo.

Augusto Aurélio de Carvalho. E-mail: augusto_aurelio@uol.com.br

 

A Copa de 2014 é do povo! (Juacy da Silva)


O Brasil inteiro e particularmente as 12 capitais que foram selecionadas pela Fifa para sediarem jogos da Copa do Mundo de Futebol em 2014 começam a passar por um clima de grande expectativa e euforia.

Este foi um sonho acalentado por milhões de brasileiros ao longo de décadas. Afinal, o Brasil é conhecido mundo afora pelo seu futebol espetáculo, pelo seu carnaval de rara beleza e empolgação, pela sua natureza exuberante que deixa nossos visitantes boquiabertos e, também, pela forma perdulária como nossos governantes usam os recursos públicos e pelos elevados índices de corrupção que tanto marcam negativamente nossa vida política e administrativa.

Ao escolher Cuiabá para ser uma das 12 cidades-sede da Copa de 2014 a Fifa acreditou em nosso potencial empreendedor, nossos recursos naturais, nossa capacidade de encarar desafios e nossa tenacidade histórica para construirmos nosso futuro.

Tudo isto foi representado pelo esforço como nossos governantes fizeram para "vender" o nosso peixe. Afinal aqui é a terra do pacu e tantas outras iguarias que deverão encantar turistas e visitantes que já começam a chegar e se multiplicarão muito mais à medida que a Copa de 2014 se aproximar.

Todavia, para que tudo isto seja coroado de um grande êxito, precisamos abrir espaços para que o povo possa, através de suas diversas entidades representativas, participar de forma efetiva, desde o planejamento até a execução, conclusão de todas as obras e arranjos produtivos e institucionais.

O povo tem o direito de participar por duas razões: primeira, a maior parte dos recursos a serem investidos serão oriundos dos cofres públicos, ou seja, é fruto do pagamento de impostos e não uma dádiva de nossos governantes. Segundo, o povo, em uma democracia de verdade, deve opinar sobre como, onde e quando os recursos públicos devem ser utilizados.

O povo não pode ser chamado apenas para bater palmas, para enrolar-se nas bandeiras e sair pulando pelas ruas, enquanto os governantes tentam se passar como pais da criança, armando esquemas para enganar os incautos eleitores.

Afinal entre a decisão da Fifa e a realização da Copa em 2014 teremos as eleições gerais (de presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais) em 2010; depois as eleições municipais de 2012 e, logo após a Copa as eleições gerais novamente em 2014.

É fácil perceber como nossos políticos devem estar vibrando, serão alguns bilhões a serem investidos e muita mídia para fazer a cabeça do povo e os eleitores de trampolim para a chegada ou manutenção do poder.

A forma como a comissão responsável pela Copa de 2014 no âmbito do Estado tem agido não está abrindo os espaços para que o povo possa de fato participar. As decisões têm sido tomadas de forma isolada e com pouco ou quase nenhuma participação popular.

Por exemplo, os projetos que já foram anunciados, incluindo a demolição do Estádio Governador José Fragelli (Verdão), que é um patrimônio público, construído e é mantido com recursos públicos foi uma decisão que não passou pelo crivo de uma consulta popular.

Por que demolir um estádio ao invés de construir um novo em outro local e estimular o desenvolvimento de outras regiões de nossa Capital? O povo tem o direito de discutir os projetos para o sistema viário, de trânsito e transporte, de adequações urbanas, de fortalecimento do turismo, da cultura e outros aspectos relacionados ao desenvolvimento não apenas de Cuiabá, da Baixada Cuiabana e também de nosso Estado.

Mesmo que haja um calendário a ser cumprido, as coisas não podem ser feitas entre quatro paredes e apenas comunicadas ao povo de cima para baixo. Pelo jeito como as coisas estão sendo encaminhadas todos os projetos serão decididos de forma autoritária por alguns iluminados, restando ao povo o pagamento da fatura e bater palmas.

Juacy da Silva é professor universitário, mestre em sociologia e colaborador de A Gazeta. E-mail: professor.juacy@yahoo.com.br; site: www.justicaesolidariedade.com.br; MSN professor.juacy@hotmail.com

 

Verdadeiramente Verdão! (Heloise Félix)


O resultado foi dado e Cuiabá está entre as 12 cidades que receberão a Copa do Mundo de 2014. Muita coisa será mudada em nossa Capital. Porém, o "astro rei" será o nosso querido Estádio Governador José Fragelli, o famoso "Verdão".

O Verdão receberá uma estrutura totalmente nova, ficando com um ar super moderno. Sabe esse Verdão que você conhece? Esqueça-o, pois ele ficará irreconhecível. A parte externa do estádio será totalmente arborizada, na tentativa de amenizar o nosso "calorzinho" para os visitantes - e também para dar aquele toque elegante e requintando que só a natureza pode nos oferecer.

Entre esse "mar" de árvores serão feitos diversos estacionamentos, trazendo conforto e comodidade para os amantes do futebol. Mas isso não é tudo. Na parte externa também serão feitas duas quadras poliesportivas e duas piscinas, sendo uma de porte olímpico e a outra um pouco menor e pistas de skates para a garotada.

Durante a Copa essas quadras, piscinas e pistas ficarão cobertas, todavia esse é outro assunto do qual tratarei mais tarde. Como você pode perceber, a parte externa será uma grande área de entretenimento para os torcedores e para quem nem gosta de futebol.

Mas e os jornalistas, onde ficarão? Calma, é claro que eu não iria me esquecer dos meus colegas de profissão. Afinal, em 2014 também serei uma jornalista formada. Os jornalistas terão um lugar reservado. Sabe o Ginásio Aecim Tocantins? Aquele bem ao lado do Verdão. Então, ali será uma espécie de centro, onde a imprensa toda estará reunida.

Agora que já sabemos como vai ficar o Verdão por fora, que tal entrarmos para dar aquela espiadela? Bom, por dentro ele ganhará arquibancadas mais confortáveis e bem localizadas, com uma super novidade: agora não haverá mais fosso separando as arquibancadas e o campo, e os torcedores vão poder ficar bem próximos aos jogadores.

Isso será interessante. Imagine assistir um jogo vendo seu jogador preferido bem pertinho de você. E para não dizer que eu não falei das flores, ou melhor, das árvores, aqui estão elas novamente marcando presença. As árvores que serão plantadas no interior do Estádio serão as árvores nativas, exaltando assim o que Cuiabá - e por que não dizer, Mato Grosso -, tem de mais belo.

Os placares também acompanharão o ritmo moderno do Estádio e serão trocados por outros novíssimos. E para você que está pensando que vai passar calor na área descoberta, não se preocupe mais, pois nesse novo Verdão todas as arquibancadas serão cobertas. A iluminação também será reforçada, para as partidas que ocorrerão à noite.

E quando a Copa passar o estádio permanecerá assim? Se essa é a sua dúvida maior, pronto. Acabaram seus problemas. Sim, o Verdão permanecerá assim após a Copa. Isso trará muitos benefícios a nós cuiabanos. E é agora que volto a falar das piscinas. Após o término da Copa elas serão descobertas, juntamente com as quadras e as pistas de skates. Essa área de entretenimento provavelmente será utilizada por algum programa do Governo em benefício às crianças carentes. Pelo menos é para isso que estou torcendo.

Mas não é só por fora que o Estádio vai sofrer uma leve alteraçãozinha. As arquibancadas, que estão localizadas atrás das traves, poderão ser retiradas e poderemos ter um novo estádio também em Várzea Grande. O Estádio do Verdão é só um dos lugares que serão reestruturados com a Copa, porém muitas outras coisas melhorarão para nós. Que essa Copa seja muita bem vinda.


Heloise Félix é cuiabana, estudante do 2º semestre de Jornalismo
E-mail: heloisefelix_luna@hotmail.com

 

O novo negócio de Mato Grosso (José Riva)


Mato Grosso está crescendo a passos largos e posso afirmar que isso não é uma vã sensação de um político que luta por um futuro melhor para todos. Esse crescimento já é uma realidade bem visível.

Tempos bons são esperados para os mato-grossenses: Copa do Mundo, discussão de infraestrutura das mais modernas, apoio incondicional à agricultura e pecuária de Mato Grosso e a conquista de uma legislação ambiental mais justa e moderna, alcançada através do Zoneamento Socioeconômico Ecológico (ZSEE).

E o governo também vem fazendo um bom trabalho. Como parlamentar, costumo trabalhar com apoio dos municípios. Creio que a melhor forma de conquistar independência e um espaço digno no cenário nacional é através da parceria, da união entre sociedade e poder público, unindo todas as esferas, para um desenvolvimento sustentável e bom para todos.

Pensando nisso, a Assembleia Legislativa aprovou, em segunda votação, duas mensagens do Executivo com pedido de empréstimo ao Bando do Brasil no valor de R$ 92,3 milhões e outra em R$ 260 milhões. A proposta garante a operação de crédito com a instituição financeira e agiliza todos os programas de desenvolvimento do Estado, como o MT +20 e o PAC.

Esse empréstimo vai oportunizar ao Governo do Estado a adquirir máquinas que serão entregues aos municípios que hoje têm dificuldades em manter as estradas vicinais sem essa ajuda do governo. É uma iniciativa conjunta da Assembleia Legislativa com o Governo do Estado, que tem o intuito de atender os municípios mato-grossenses.

É claro que também é preciso fazer um levantamento sobre as estradas de Mato Grosso. Pois, há estradas vicinais tão importantes quanto as estaduais. Além disso, defendo uma avaliação dos municípios que não têm receita suficiente para comprar os maquinários.

A correção das desigualdades regionais tem sido uma luta constante. Nunca neguei ser municipalista e semanalmente percorro várias cidades para checar a situação de cada uma. Isso nos dá uma noção do nosso estado, suas dificuldades e os acertos. Com esses dados editamos a segunda edição do livro Desigualdades Regionais em Mato Grosso. São 142 páginas sobre a real situação dos municípios e suas diferenças regionais, mapas e cartogramas.

Nessa condição, defendo que é preciso ter uniformidade na distribuição dos recursos do estado para os municípios. Tanto que sugeri a criação de um fundo único com a escolha de parâmetros sociais para a distribuição dos recursos, pois os municípios não podem ser tratados de forma igual. É preciso corrigir essa distorção.

Temos verificado nas ações governamentais que todos os programas de desenvolvimento, tanto locais como nacionais – MT+20 e PAC – indicam a necessidade de promover o financiamento das políticas públicas a partir de múltiplas fontes, como os recursos federais, parcerias público-privadas ou organismos internacionais.

Como disse antes, Mato Grosso está em franco desenvolvimento, todavia graças à união de todos que, acima de questões políticas, sociais, e outras vias de manifestação ideológica, estão trabalhando e torcendo por um estado melhor que hoje já é de muito orgulho para quem nele vive.


José Riva é deputado estadual pelo PP e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

 

Teleférico é importante? (Agripino Bonilha Filho)

O turismo é o maior fenômeno socioeconômico contemporâneo, movimentando 800 milhões de pessoas em viagens internacionais, 80 milhões de brasileiros circulando pelo país, 10% do PIB mundial, 16% dos empregos, integrando 56 segmentos de pequenas e médias empresas.
O Brasil, que tem um potencial incomensurável para ser uma potência mundial na área do turismo, recebe apenas 5,5 milhões de turistas estrangeiros enquanto a França recebe 89 milhões de visitantes. Quanto à receita, faturamos 3,8 bilhões de dólares, contra 108 bilhões faturados pelos Estados Unidos.
O ecoturismo representa 150 milhões de viajantes e cresce 20% ao ano.
Mato Grosso, neste contexto, desfruta de um potencial privilegiado com três ecossistemas.
A Chapada dos Guimarães tem sido alvo maior das reflexões, por ser tão diversificada em suas atrações e pobre no desenvolvimento do seu potencial. Neste sentido, o atual Secretário de Turismo do Estado investiu com objetividade em projetos de ordenamento turístico abrangentes em áreas como Portão do Inferno, Véu de Noiva, Mirante, Salgadeira, Cidade das Pedras, Paredão do Eco, trilha do morro de São Jerônimo e implantação dos teleféricos. Foi mais longe, conseguiu recursos para implantá-los.
O teleférico sabidamente é um dos meios de transporte turísticos mais emocionantes, certamente o de menor impacto ambiental em todo o mundo e, por estas razões, amplamente utilizado nas principais regiões turísticas do globo, proporcionando emoção, educação ambiental e integração do homem com a natureza.
Os países mais desenvolvidos do mundo na área de turismo, principalmente aqueles com grande patrimônio de vales e montanhas, utilizam intensamente este extraordinário meio de transporte aéreo, contribuindo nas últimas décadas com um grande desenvolvimento turístico dessas regiões. A Suíça, como exemplo, possui 600 teleféricos, contribuindo de modo estratégico para o turismo daquela país.
Um exemplo dessa evolução é o novíssimo Vanoise Express, o maior teleférico do mundo, que possui cabines com andares para 200 passageiros.
Um dos nossos símbolos e orgulhos é o bondinho do Pão de Açúcar, criado no longínquo ano de 1912, localizado no coração do Rio de Janeiro (bairro da Urca) e um dos atrativos mais lindos e famosos do Brasil.
São Vicente (SP), Triunfo (PE), Presidente Prudente (SP), Nova Friburgo (RJ), Caxambu (MG), Atibaia (SP), Poços de Caldas (MG), Aracaju (SE), Ubajara (CE), são alguns outros exemplos de teleféricos brasileiros instalados em áreas estratégicas destes destinos e que se incorporaram à paisagem como principal atrativo destas cidades.
O mercado da terceira idade, um dos mais disputados do mundo, é o maior beneficiário desse empolgante meio de devaneio.
Por outro lado, está estritamente convergindo com o programa de uso público e ecoturismo em parques nacionais oportunidade de negócios, que tem como objetivo primordial atualizar os padrões de uso destas unidades de conservação sob administração federal, de forma a viabilizar o cumprimento das suas finalidades básicas de preservação dos ecossistemas naturais, buscando, em paralelo, intensificar o aproveitamento do patrimônio natural e cultural do país.
Ao mesmo tempo, reconhecendo as mudanças dos valores sociais ligados ao meio ambiente nas últimas décadas, refletidas de modo marcante nas formas de lazer e viagens voltadas para atividades que têm a natureza como cenário e objetivo, o programa busca dar uma resposta à demanda da sociedade de contato direto com a natureza dos parques.
Um desentendimento logístico entre o secretário de Turismo do Estado e o promotor público de Chapada dos Guimarães e alguns políticos deve servir para uma unidade de pensamentos e disciplina de cada autoridade no cumprimentos das suas missões, sem contudo extravasar a lei, a autoridade e ou a opinião pessoal de cada um.
O teleférico é uma conquista e a Copa do Mundo vem aí.
Agripino Bonilha Filho é cidadão cuiabano

 

VLT é solução, não garoto-problema (José Riva)

A euforia do anúncio da subsede do Pantanal, tendo Mato Grosso como o Estado escolhido, passou. Porém, estamos vivendo agora a expectativa de grandes investimentos para Cuiabá e Baixada, fazendo o Estado crescer proporções assustadoras nos próximos cinco anos.

Só que o anúncio da Copa em Mato Grosso veio acompanhado de uma série de requisitos que teremos que cumprir para efetivar esse anúncio, como a construção do estádio, dos centros de treinamentos, reforma do aeroporto e, principalmente, infraestrutura em trânsito e transporte de qualidade e ambientalmente correto.

Pensando nisso, busquei algumas alternativas para serem discutidas na Assembleia Legislativa e a opção mais viável e rápida, pelo menos aparentemente, que encontramos foi o VLT Veículo Leve sobre Trilhos. Lembrando que essa proposta já havia sido apresentada ao governo do Estado em maio passado.

A falta de investimentos na malha viária foi apontada como o principal entrave do trânsito na Capital, que possui uma demanda de 30 mil passageiros no horário de pico e já tem congestionamentos semelhantes aos grandes centros brasileiros.

O centro de Cuiabá é um capítulo à parte, com ruas estreitas, fica completamente intransitável. Em Várzea Grande, o maior ponto de estrangulamento do trânsito fica por conta da Avenida da FEB, ponto de maior fluxo entre os dois municípios. O sistema atual de transporte usado em nosso Estado é precário e inviável. O sistema de transporte urbano está cada vez pior e defasado, não atendendo bem os usuários de hoje, imagine então daqui a cinco anos.

Um exemplo a não ser seguido, por exemplo, é o estado de São Paulo, que hoje paga, em poluição, um preço alto por ter adotado um modelo de mobilidade baseado em grandes avenidas lotadas de carros, caminhões, ônibus e motocicletas. É um caminho sem volta, e quem pagará para reverter isso é o próprio usuário, seja dos transportes coletivos como os donos de veículos.

Com os trilhos cortando as principais avenidas, fazendo as ligações necessárias para atender nossa população e aos turistas que estão chegando para acompanhar os jogos em Cuiabá, vamos galgar um degrau importante para nossa modernização e solução do trânsito de veículos e pedestres. Sem contar que é ambientalmente correto, sem o aumento de poluentes causados pela queima de combustível.

Concordo que não é um sistema barato para implantação, porém não é inviável. E nem é preciso que o Estado ou município arque com os elevados custos, até porque não teriam condições, mas podemos promover com a iniciativa privada as formas de construção e concessão. Já pensando nisso, apresentei à AL um projeto de lei que dispõe sobre Parcerias Público-Privadas (PPPs). Essa iniciativa vai ser fundamental à efetivação de contratos para a colaboração entre o Estado e o particular, por meio dos quais o ente privado participa da implantação e do desenvolvimento de obras, serviços ou empreendimentos públicos, bem como da exploração e da gestão das atividades decorrentes.

Vamos ser realistas, para um investimento desse porte, a solução é a parceria. E sabemos que isso não é novidade nos estados brasileiros e o maior exemplo é o próprio transporte coletivo. Se não fosse o investimento privado, o município não teria condições de adquirir uma frota de ônibus para atender a população.

Temos demanda para a implantação independentemente da Copa, todavia esse é um fator determinante para atrairmos investimentos. A própria população tem apoiado a iniciativa de que o governo, ao menos, banque um estudo de viabilidade do VLT em Cuiabá para depois começarmos a discutir os meios de implantação. Mas, o estudo inicial é primordial, pois estamos em fase embrionária do projeto.

A demanda é tão clara e consciente que em uma audiência pública que fizemos para discutir esse assunto houve uma participação efetiva da sociedade, defendendo uma nova modalidade de trânsito em Cuiabá, por estar cansada das atuais formas de locomoção que o poder público oferece. Podemos até melhorar as avenidas, alargando-as e reestruturando o sistema de transporte, porém, mais cedo ou mais tarde, chegaremos ao caos ambiental.

Uma das provas de que é necessário um estudo profundo sobre a questão do metrô é que durante essa audiência nos foi apresentado outro modelo de transporte: o Monotrilho, que parece ser também um viés para solucionar o caos que vivemos hoje.

Para a implantação efetiva dessa proposta, independente de questões partidárias ou eleitorais, é que o projeto saia da alçada pública e que o governo federal invista na parte estrutural básica. O objetivo é que, por meio de concessão, sejam feitos os investimentos no material rodante, estações e operação do sistema durante o prazo de concessão, que pode vigorar em torno de 25 a 30 anos. A passagem do ônibus pode ser por meio do sistema de integração.

Enfim, como disse, ainda é começo, uma proposta de estudo para a viabilidade física e econômica de implantação do metrô de superfície e tudo que se diz hoje em relação a isso é pura especulação, mas posso garantir, que com o sistema atual de trânsito que Cuiabá possui, onde a poluição veicular é a fluidez do trânsito, pois quanto mais congestionamento, mais emissões, não será suficiente para conseguir efetivar, definitivamente, Cuiabá como a sede da Copa do Mundo no Pantanal.

José Riva é deputado estadual pelo PP e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso

 

A Copa do Mundo e os cidadãos cuiabanos (Luiz Antônio Pagot)

Definidas as cidades brasileiras que irão sediar a Copa de 2014, dá-se início a uma discussão: o que deve ser feito para que Cuiabá seja realmente boa anfitriã de uma chave de campeonato? Especialistas e governos têm se reunido para discutir os principais desafios a serem superados pelas cidades-sede, com apenas uma certeza: a Copa do Mundo oferece a essas cidades a oportunidade de receberem grandes reformulações estruturais.

Isso é o óbvio, e em se tratando de um país de apaixonados por futebol, certamente o que se espera dos governos federal, estadual e da administração municipal é a realização de um amplo trabalho de planejamento que irá culminar em uma Cuiabá de infraestrutura impecável para receber milhares de pessoas de todo o planeta em seus hotéis, pousadas, restaurantes, parques, e em seu provavelmente belíssimo novo estádio.

Mas há algo implícito em tudo isso que independe do planejamento governamental - e é não menos imprescindível para que a Copa do Mundo propicie à Cuiabá, além das oportunidades de desenvolvimento econômico, uma transformação inovadora e positiva. É a vontade popular. A realização do evento de maior mídia do mundo em nossa capital só terá sucesso garantido se a sociedade cuiabana e mato-grossense abraçar a Copa com entusiasmo e muita dedicação.

É hora de começarmos a pensar nas contribuições individuais que poderão fazer a diferença em 2014. Uma sugestão às organizações sociais é a intensificação de campanhas pela cultura de paz. Já somos considerados um povo alegre e hospitaleiro. Simpatia não nos falta. Vamos trabalhar para que Cuiabá seja novamente reconhecida como uma cidade tranqüila. Vamos nos apaixonar pela nossa cidade! Vamos acreditar que seremos os melhores anfitriões, que assim seremos. Sempre que surgir aquele ímpeto de jogar um lixo na rua, é bom lembrar: cidade limpa em 2014! Rio Cuiabá exuberante em 2014! Cidade verde mais verde em 2014! Atitudes pacíficas e gestos corteses - no trânsito, na fila do supermercado, no condomínio, no bairro, nas festas, na escola, no trabalho – também irão nos preparar muito bem para a Copa do Mundo de 2014. De quebra uma nova cultura estará intrínseca. Respeito mútuo, combate ao aquecimento global, conservação ambiental, uso sustentável de recursos naturais e energéticos. Seremos mais do que anfitriões exemplares: daremos ao país uma grande lição de cidadania.

 

A Salgadeira no amanhã da Copa 2014 (João Carlos Queiroz)

O Terminal Turístico da Salgadeira, situado a 51 quilômetros de Cuiabá, com acesso pela Rodovia Emanuel Pinheiro, é a primeira referência de beleza agreste aquática que o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães desvenda aos olhos turistas. Integra-se ao município cuiabano e, a bem da verdade, tem sido muito bem zelado por "anjos da guarda" da Secretaria de Meio Ambiente do Município e mesmo por parte do Estado (PMMT). Um deles se destaca pelo trabalho primoroso e apaixonado que realiza cotidianamente na Salgadeira: o popular "Pardal", José Carlos Bazan. Uma figura inconfundível de zelo extremado pelo patrimônio público, pela seriedade esforçada que todos deveriam direcionar ao segmento ambiental.

Os que aportam na Salgadeira, via de regra, ficam extasiados pela profusão de liberdade das cachoeiras e correntezas de águas límpidas que eclodem geladas do seio das serras próximas. Mas também é impossível, a partir do instante em que se pisa naquele Terminal, não reconhecer a dedicação vigilante do exemplar "Pardal". Ele está sempre a postos, 24 horas por dia, para garantir que atos depredatórios e abusos de qualquer espécie não sejam praticados na extensão da área. É o fim das fogueiras nas matas, derrubada de árvores para armar acampamentos, etc. "Pardal" é inflexível em não perdoar carros estacionados à parte dos locais permitidos, risco para transeuntes e mesmo para a garantia de um trânsito seguro na área, veículos procedentes de Chapada ou Cuiabá.

Humilde, esse raríssimo guardião da natureza não admite sequer que esse seu desempenho - caracterizado de abnegação total - seja interpretado de exaustivo. Ele encara as atividades profissionais diárias na Salgadeira como um dever de cidadão conscientizado sobre a importância de se estabelecer barreiras protetoras à mãe natureza, mudanças positivas já registradas no seu entorno e miolo central.

José Carlos Bazan, consenso geral entre visitantes e comerciantes estabelecidos no lugar, faz, sim, muita diferença entre o complexo turístico de ontem (quando não estava lá) e o atual, a partir do instante em que o prefeito de Cuiabá, professor Wilson Santos, assumiu o Palácio Alencastro e firmou compromisso com o meio ambiente, trabalho extensivo à reestruturação do Terminal da Salgadeira. Por meio da Secretaria de Meio Ambiente de Cuiabá, Wilson determinou ações intensivas e protecionistas ao manto natural dessas matas e seus tesouros aquáticos. "Pardal" se incluiu na lista dos indicados à importante missão, e desde então tem sido um “Rambo” ecológico.

Com o advento da Copa do Mundo 2014, é outro fato, mais novidades vão surgir nos principais pólos turísticos do Município de Cuiabá e em toda a Baixada Cuiabana. Já existe até um projeto de engenharia que prevê uma reformulação 100% desse complexo. Pelo andar da carruagem e empenho dos governantes engajados nesses preparativos, o cenário que a Salgadeira desnuda aos visitantes irá mudar radicalmente. Na interpretação dos projetistas, já não se pensa numa Salgadeira desprovida das exigências estruturais avançadas que o "Trem da Copa" exige por onde passa e "faz a festa" de milhões de torcedores e habitantes das cidades sedes.

Isso não implica em se despedir, por exemplo, das deliciosas e tradicionais "galinhadas com arroz" servidas nos vários e bons restaurantes existentes ali, em ambas as margens da Rodovia Emanuel Pinheiro. Também não significa que as cachoeiras irão mudar de lugar, ou que suas águas - há décadas em ebulição rumo a algum lugar indefinido do verde chapadense - vão ser desvirtuadas dessa esteira natural de passeio ecológico. Mas a estrutura, em si, sofrerá boas mudanças, prevê o projeto, pois o objetivo é comportar mais turistas e oferecer o que há de melhor no Terminal da Salgadeira. De quebra, estende-se maior proteção à área inteira.

O mais confortador de tudo é que esse belíssimo balneário está inserido no município de Cuiabá, a um passo da divisa com Chapada dos Guimarães. Muitos, inclusive, não sabem isso, e desembocam naquele complexo na ilusão temporária de que saboreiam os ares do município de temperatura fria, além Portal do Inferno. É uma divisão tênue, quase imperceptível à mira observadora das retinas que armazenam algum prazer confesso pelo contato direto com essa natureza tão viva.

Enfim, resta que todos aguardem as mudanças estruturais e de cunho futurista que a Salgadeira reserva para a Copa 2014, apoiadas firmemente pelo prefeito ecologista, professor Wilson Santos. Enquanto estas mudanças não acontecem, prevalece a vigília firme do "Pardal" Coruja (pois nunca dorme). Empenho que faz muita diferença para que esse balneário se apresente em toda a essência atrativa com que ressurgiu das águas oceânicas. Foram elas, por sinal, que sepultaram, durante milênios, toda a região do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Região adornada de forma enigmática pelas esculturas formatadas pela mão mestra da natureza.

Tanto é verdade que um gnomo se exibe de perfil à vista dos visitantes da Salgadeira, incrustado numa de suas paredes rochosas; figura enigmática sobre o passado e os desdobramentos que o futuro ainda reserva a esse paraíso tão cuiabano...

João Carlos Queiroz

 

Hino Copa do Pantanal, uma imagem do Brasil (Lucia helena Vieira)

Nesse processo avassalador, de novidades tecnológicas se incorporando a informação, surge o Hino Copa do Pantanal, postado no Youtbe, através da Internet. O video produzido pelo jornalista João Gallo, é um primor. Vi e revi várias vezes! O futebol é envolvente e se conseguiu passar a mensagem emblemática da Copa no Pantanal em 2014. Muita criatividade na associação do hino a imagem. Som limpo! Sonoplastia também. A frase de abertura em off forte, com combinação visual e auditiva. Se conseguiu mostrar que o Mato Grosso esta pronto para receber os grandes craques do mundo.

"O texto(hino da Copa) casado com a imagem de forma brilhante".

O hino Copa do Pantanal consegue tocar as pessoas, sobretudo as que tenham paixão por futebol. O video da oportunidade ao mundo viajar on line ao Mato Grosso. O produto final é ótimo!

Há magia nas imagens além da vibração do áudio com o Hino da Copa do Pantanal. Sem duvida uma viagem incrível, nesta terra vasta e exótica. Se conseguiu neste video mostrar e fazer sentir, que Cuiabá está pronta para receber craques do mundo todo. Além de vitórias de Copas passadas, gols de placa e taça inesquecível, o video mostra também a história do Mato Grosso, sua gente, seu turismo e culinária. A criatividade a associação do texto (hino) a imagem vem da própria sensibilidade do jornalista.

As imagens marcantes da história do Mato Grosso foram valorizadas com o recurso de texto - Hino da Copa no Pantanal. Houve uma saga entre estados para ter a Copa em suas capitais, e se conseguiu mostrar neste video, porque o Mato Grosso foi escolhido. Ganhar uma Copa não é tarefa fácil, esse video postado no Yotube, vem mostrar que Cuiabá já começa a contribuir para se chegar a conquista da taça.

Bons jogadores sempre tivemos, mas é necessária uma super estrutura para recebê-los, exorcizando fantasmas e ganhar o mundo. E que lado a lado, os dois times que cheguem a final em 2014, possam entoar seus respectivos hinos, após ouvirem o Hino da Copa do Patanal. E o que o mundo quer ver mesmo em 2014 é um show de bola.

By: Lucia helena Vieira
MTb/DRT - Go 170

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=2BzpwDtPbu4&feature=player_embedded

 

Copa 2014, impacto econômico (Edisantos Amorim)

Se os clubes brasileiros conseguirem instituir, por meio de estratégias de marketing específicas para a exploração comercial mais eficiente de seus estádios atualmente, o mercado pré-Copa pode se preparar para o ciclo de investimentos que virá. A aproximação da definição das sedes para a Copa de 2014 servirá de ponto de partida em 2009 para que o país construa uma perspectiva altamente positiva para o mercado do futebol, graças à possibilidade de investimento para a construção e reforma de estádios e também pela ampliação de interesse midiático e mercadológico pelo futebol brasileiro.

A atual crise global gera dúvidas sobre o custo e disponibilidade dos recursos para investir em estádios, mas por outro lado em 2014 o Brasil já tem o compromisso de receber o evento. Assim, os projetos a serem apresentados para os investidores devem ser centrados na geração de receitas do espaço esportivo como uma unidade de entretenimento, com experiências de consumo memoráveis. Os clubes de futebol, contemplados ou não pelos estádios nas cidades-sede, devem criar um modelo de negócio mais atrativo que o atual, através do impacto que a realização do Mundial vai causar em seus negócios e nos serviços oferecidos no estádio. Essa ampliação dos negócios em torno dos clubes é essencial para que tenhamos um legado para o futebol brasileiro após a realização do evento.

Para o estado de Mato Grosso este sim é um cenário ímpar para alavancar o nosso futebol a escalas superiores neste mercado e consequentemente por que não se pensar em um clube de futebol forte e competitivo para os próximos anos?

Edisantos Amorim é economista, consultor de empresas e conselheiro do Corecon-MT/14º Região.

 

2014 e 2016 (Onofre Ribeiro)

Uma das vantagens de se ter mais de 50 anos, é ter vivido bastante e ter visto muitas coisas acontecerem. Digo isso diante da escolha do Rio de Janeiro para sede das Olimpíadas de 2016. É, realmente, emocionante. Conheci o Rio de Janeiro ainda na infância. Era o coração do Brasil. Lá estavam o governo do país, a capital intelectual, econômica, e a essência brasileira. São Paulo era uma cidade de negócios que dependia muito do Rio e não tinha a importância de hoje, adquirida depois que a capital do Brasil transferiu-se para Brasília, em 1960.

As olimpíadas de 2016 trazem junto o reconhecimento da importância do Brasil no mundo. Aquele Brasil do carnaval carioca dos anos 50 não existe mais. Hoje o Brasil é uma potência mundial, queiramos ou não nós brasileiros com a nossa baixa auto-estima.

Um mundo novo se abre diante do Brasil com episódios como esse da escolha do Rio de Janeiro. Do mesmo modo que para Mato Grosso abre-se um mundo novo com a escolha da capital para sede da Copa do Mundo de 2014.

A maré quando vem, vem mesmo! O Rio de Janeiro seguramente sairá da maré de horror em que se encontra e vai começar a retomar aquele charme e importância dos anos 50. O Rio é muito rico em história. Como Cuiabá. A capital de Mato Grosso cheira a história. Dos anos 70 para cá teve que mudar de cara muitas vezes por conta da chegada de milhares de migrantes vindos de todo o Brasil em busca de um sonho novo com a interiorização lançada pelo presidente Juscelino Kubitschek, o mesmo que criou Brasília. Mas não perdeu o charme histórico, e um certo ar provinciano-metropolitano.

Queiramos ou não, Brasília e Cuiabá acabaram tornando-se cidades gêmeas, na medida em que Brasília influenciou profundamente os destinos cuiabanos. Do mesmo modo que Brasília afundaria o Rio de Janeiro nesse horror atual de empobrecimento e de perda de identidade.

A copa do mundo para Cuiabá e as olimpíadas para o Rio de Janeiro, trarão a reconstrução de uma identidade histórica, acopladas num mundo moderno e de enormes transformações. As cidades que sairão desses dois eventos sairão dezenas de anos à frente do tempo atual. Cuiabá e o Rio de Janeiro têm em comum laços históricos. Os cuiabanos ligavam-se ao Rio, estudavam lá, casavam-se lá e viajavam pra lá. O próprio falar cuiabanos carrega traços cariocas nos “erres” e nos “xis”.

Agora o tempo junta tudo e traz um cenário de imensas oportunidades baseado no marketing dos esportes, fenômeno que hoje carrega e transforma boa parte da economia mundial.

* ONOFRE RIBEIRO é jornalista em Mato Grosso

 

Copa do Mundo de 2014 e o turismo (Flávio Domingues - Consultor de turismo)

O Brasil debate os preparativos para a Copa do Mundo de 2014. Exaustivamente, fala-se do legado que o evento deixará. Bilhões de reais em obras de infraestrutura que auxiliarão na mudança da face do País. A cada dia, através de mecanismos de busca da internet, lemos muitas notícias das cidades que receberão as seleções que aqui disputarão o certame esportivo de maior visibilidade do planeta.

Todavia, nessa massa de notícias, temos a oportunidade de perceber que todo o foco das discussões encontra-se no campo das obras de infraestrutura e da qualificação da mão de obra para receber os quase 1 milhão de turistas que chegarão ao País. Obras de infraestrutura são muito importantes, contudo, não se faz turismo sem investir em pesquisas de oferta e demanda; qualificar produtos turísticos; ofertar boa programação turística; sensibilizar a população; ter mecanismos eficazes de informação turística; promover os destinos; apoiar a iniciativa privada na comercialização de pacotes, que serão, necessariamente, integrados com as outras cidades-sede, pois as tabelas de jogos fazem os times passar por vários estádios e, por fim, organizar receptivos para os fanáticos por futebol que desembarcarão no País.

Sendo assim, o Governo Federal e cada governo estadual e municipal que estiver se preparando para receber a Copa, deve delinear os investimentos também necessários aos feitios do turismo propriamente dito. Dessa maneira, o Brasil lucrará com o evento tendo o melhor retorno de possível, tanto no legado que se construirá, quanto na imagem que permanecerá na mente dos que aqui vierem e dos impactados pela repercussão do evento.

Garantidos os investimentos no turismo, um dos nossos principais desafios será fazer com que cada sede ofereça animação turística para os visitantes. Este poderá ser o grande diferencial, que deixará como legado a melhor marca que vemos para o Brasil – Um povo trabalhador, que está sempre com o sorriso no rosto e que sabe brincar como poucos no planeta. Essa marca poderá ajudar a vender os destinos turísticos brasileiros induzindo o desenvolvimento do país. No caso do Nordeste a tarefa será fácil, pois a Copa acontecerá no período junino, quando Caruaru, Recife, Campina Grande, Salvador, Fortaleza e Natal, animarão os torcedores em grandes festas da estação. Se isso já seria suficiente para uma excelente programação, devemos lembrar que teremos uma oportunidade ímpar para mostrar todos os produtos turísticos nacionais e, por isso, já se pensa no Recife em realizar edição especial do Carnaval Multicultural do Recife, com direito a Galo da Madrugada.

Também se discute apresentações especiais da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, da Batalha dos Guararapes para relembrar o nascimento da pátria, que hoje usa “chuteiras”. Acomodar-se-á também a surpreendente agenda do frio do interior pernambucano realizando o Festival de Garanhuns e outros eventos de inverno que acontecem em várias cidades do interior, encaixando-os nos dias que não têm jogos, complementando a programação turística que possibilitará a permanência do torcedor o maior tempo possível.

Com uma programações assim, que – sem bairrismos – o brasileiro sabe fazer, ficarão pasmados os turistas e jornalistas que aqui estiverem e sagrarão a Copa do Mundo de 2014 como a mais animada de todos os tempos. Isto nos credenciará para receber turistas muitos anos depois do fim do campeonato que, oxalá, será conquistado pelos donos da casa.

(Flávio Domingues é consultor de turismo)

 

Com relação à Copa em Cuiabá, em que grupo você se inclui? (João Gallo)

Em relação à Copa 2014 em Cuiabá, o Mato Grosso se divide nos seguintes grupos: 1º Os que trabalharam para que Cuiabá fosse sede da copa; 2º Os que trabalham para mantê-la e realizá-la aqui; 3º Os que são contra abertamente à sua realização; 4º Os que são a favor, independente de qualquer coisa, porque reconhecem a sua importância para o nosso desenvolvimento; 5º Os que dizem que são a favor, mas na verdade são contra só porque, mesquinhamente, acham que isto pode favorecer o atual Governo e os que contribuíram para esta grande e surpreendente conquista. Em que grupo você se inclui?

Não é difícil perceber que o advento da Copa nos ajudará a melhorar em todas as áreas. A curto e médio prazo, receberemos investimentos extras para estes segmentos a título de preparação do Estado para a Copa e, os investimentos privados, a geração de empregos, a elevação da renda tornará o Mato Grosso mais forte e mais desenvolvido.

Com mais recursos para melhorar nossas receitas, como ocorreu em outros lugares do mundo por onde eventos desta magnitude passaram (veja Barcelona na Espanha). Uma coisa não exclui outra. Qualquer pessoa com discernimento razoável sabe que ser uma das sedes da Copa só traz benefícios. Não importa que quem faça alguma coisa pelo nosso Estado (do mesmo modo que para os municípios ou país) seja o político A, B ou Z, o que importa é que façam e bem.

Tenho defendido que é uma oportunidade única para alavancar o potencial empreendedor do povo mato-grossense e o desenvolvimento, repercutindo seus efeitos positivos por várias gerações. Entretanto, devemos ter a consciência de que todos os nossos problemas de educação, saúde, segurança e infra-estrutura não serão resolvidos com a realização da Copa de 2014, mas muitas das ações, que somente a Copa pode trazer, serão fundamentais para mitigá-los.

Estamos na frente de grandes capitais que sonhavam em sediar a Copa. Muitos burburinhos sobre a nossa saída como sede foi veiculado, mas, não passou de rumores e boataria de invejosos. Temos de pensar no futuro, pois tudo que for feito permanecerá. Turistas que virão a Cuiabá, podem tornar-se futuros investidores, trazendo inúmeros benefícios. Uma das principais potencialidades do nosso estado é o turismo. Imagine a divulgação do nosso Estado para o mundo, nossas potencialidades turísticas, a ampliação da rede hoteleira, do comércio. Enfim, mais emprego, mais receita, mais educação, mais infra-estrutura.

Algumas pessoas dizem ser contra a realização da Copa aqui. Elas justificam que o mais importante para a cidade é saúde, educação... Hipoteticamente, se a Copa não viesse para cá... A educação iria melhorar? A saúde iria melhorar? A segurança iria melhorar? As respostas todo mundo sabe, não iria melhorar!

A vinda da Copa exigirá toda uma adaptação da nossa cidade, havendo um investimento imensurável na nossa infra-estrutura, no nosso sistema de transporte público, estaremos economizando nos investimentos neste último setor, já que toda a verba para investir em infra-estrutura e transportes será proveniente do governo federal, e podemos direcionar a aplicação de todo esse montante nos setores mais prioritários como educação, saúde e segurança.

É claro que nossa cidade não vai melhorar da água para o vinho... Mas é só analisar mais calmamente que se percebe que os prós serão bem maiores que os contra! É preciso confiar.

Fiquei na expectativa até conhecer o projeto. Ao conhecê-lo, aplaudi. Estou realmente entusiasmado. Acredito que as melhorias na Cidade virão e que será um beneficio para toda a vida. Realmente é uma pena ter que demolir o belo e velho Verdão, infelizmente é necessário, porém terá para sempre o seu lugar na história de Cuiabá, se não como obra tombada como Patrimônio Artístico ou Esportivo, mas, quem sabe, como Mártir da Copa. Certamente dará lugar a sua existência por uma causa maior!

João Gallo

 

 

Símbolo da Copa no Morro de Santo Antônio

Há uma boa sugestão ao Governo do Estado, para que imortalize a passagem da Copa do Mundo de 2.014 por Cuiabá. Estamos acompanhando o embate entre o Governo do Estado e Ministério Público Estadual para instalação dos equipamentos do Teleférico em Chapada dos Guimarães, e os recursos que serão aplicados passam de R$ 2.000.000,00 e não ficará marcado com símbolo da Copa.

E pensando nisso, estou dando uma sugestão ao Governo do Estado, para que construa no topo do Morro de Santo Antonio um símbolo da Copa do Mundo de 2014, uma gigantesca bola luminosa de acrílico que terá visibilidade em toda a cidade de Cuiabá, Várzea Grande e todo o vale do Rio Cuiabá, ficará como um símbolo que marcará com certeza a passagem da Copa do Mundo em Cuiabá.

Seria um projeto de baixo custo em relação ao Teleférico, e se o Governo quiser, poderá expandir o projeto com aplicação de mais recursos, ou seja, implantar um mirante com restaurante, lojas de objetos turísticos e artesanal, e uma rampa de acesso em forma de espiral, pavimentar o acesso interligando com a Rodovia Palmiro Paes de Barros até o pé do Morro, terceirizar a administração e cobrar pedágio de acesso para turistas, e com esse recurso do pedágio seria reaplicado em manutenção e ampliação do ponto turístico.

Esse projeto que dará maior visibilidade e marcará o Governo pelo resto da vida, mesmo com o passar dos anos, daqui a 100 (cem) anos todos ficarão sabendo que em 2.014 houve a Copa do Mundo em Cuiabá e que o governador que construiu foi Blairo Borges Maggi. Esta é a sugestão de um Cuiabano que ama esta terra.

Economista Wilson Carlos Fuá
Email: fuacba@hotmail.com

 

 

     
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