Se Deus fica lá no alto olhando por nós, ele deve ter um ponto de vista parecido com o do piloto Paulo Cardoso. Principalmente quando se trata da maior planície alagada do Planeta, o Pantanal. Este piloto natural do interior de São Paulo conseguiu juntar três das suas grande paixões, os ares, a fotografia e o Pantanal, em uma exposição que entra em cartaz hoje, em Cuiabá. “Fotografo desde os 14 anos e já sou piloto há mais de 30 anos, e sou apaixonado pelo Pantanal desde que o conheci”, conta Cardoso.
Em cartaz na Casa do Artesão, a exposição intitulada: “Pantanal e suas belezas naturais” expõem imagens deste piloto-fotógrafo, que hoje mora em Rondonópolis. As imagens fazem parte do livro “Pantanal – Brasil: Um Universo Natural Em Suas Mãos”, fruto de um trabalho de 10 anos de pesquisa. “O doutor Maron [Maron Emile, diretor nacional do Sesc] me convidou para escrever este livro, disse que eu tinha um grande conhecimento e uma profissão de risco, logo era preciso documentar antes de acontecer alguma coisa”, brinca Cardoso.

Cardoso é piloto há 36 anos, do alto e da terra ele desenvolveu um profundo conhecimento sobre o Pantanal e seu ciclo. “Gosto de observar a cadeia alimentar. Os peixes que se alimentam de fruta, os outros animais que se alimentam dos peixes. O pantanal é uma região em formação. É uma bacia sedimentar, então geologicamente é uma região curiosa”, conta. Ele testemunhou e participou da construção da Transpantaneira na década de 70. “Transportava os engenheiros que iam trabalhar na obra”.
Cardoso é um otimista. Ele acredita que o Pantanal tem mudado para melhor. Sua opinião é embasada em horas de voo e observação. “A consciência ecológica tem aumentado. Depois da construção do Sesc Pantanal e a compra de diversos hectares que foram transformados em reserva ecológica, a situação melhorou muito. O único problema continua sendo o envio de dejetos vindos de Cuiabá, como garrafas pets e outros lixos”.
Fonte: Água Boa News